Me.at: Uma steakhouse numa antiga fábrica em Famalicão

O Me.at abriu no final do ano, bem no centro de Famalicão. (Fotografia: Miguel Pereira/GI)
O Me.at é um projeto de quatro famalicenses decididos em trazer para a cidade um espaço inovador. Junta uma carta de cortes nobres, uma garrafeira de excelência e um bar focado nos cocktails de autor, num lugar emblemático.

O nome do restaurante – Me.at – não deixa margem para dúvidas. Ali, o forte são as carnes, de cortes nobres e alguma maturação. Mas antes de voltar as atenções para o que vai no prato, vale a pena conhecer melhor o espaço, que também tem história para contar. A steakhouse, inaugurada no final do ano, está instalada no emblemático edifício d’A Eléctrica, uma antiga fábrica de equipamento eletromecânico, na movimentada Avenida 25 de Abril. “Sempre estivemos um pouco à espera deste espaço”, admite João Fernandes, um dos sócios do restaurante, juntamente com João Dias, Pedro Mesquita e João Mesquita.

Quando finalmente o conseguiram quiseram transformá-lo num projeto diferenciador na região, sem perder a identidade, e mantendo alguns traços desse legado industrial, desde logo na fachada, com grandes janelas que deixam ver a cidade a mexer lá fora.

“Queríamos criar um lugar bonito e dada a própria história do edifício fazia sentido usarmos materiais como o ferro e a madeira, que criassem esta atmosfera citadina e industrial, mas também um ambiente descontraído”, explica João Fernandes. As ideias dos quatro sócios foram concretizadas pela arquiteta Isabel Lobo – mulher de Pedro -, que assina a decoração, elegante e harmoniosa.

À composição juntam-se outros elementos que saltam à vista, como a árvore ao centro da sala principal – adequadamente apelidada de jardim -, o chamativo balcão em ónix do bar, onde se mostra uma garrafeira de fazer inveja, e ainda os candeeiros e canteiros a pender do teto, feitos a partir de antigas caixas de madeira utilizadas no transporte de ferros. As divisões do restaurante estendem-se também a um mezanino mais recatado e uma sala privada, como capacidade para 10 pessoas.

Da cozinha, aberta para o amplo piso térreo, e a cargo do chef Noel Freitas, saem tártaros, ceviches, tacos e outros pratos de inspiração internacional, para o primeiro momento da refeição. De seguida, a carta é comandada pelas carnes, ligeiramente maturadas – na câmara de maturação do restaurante também se preparam pedidos especiais por encomenda, com mais tempo de maturação -, cortes como o tomahawk e o cowboy steak, ou ainda peças menos comuns, como o New York Steak, que vão diretamente do carvão para a mesa.

Em alternativa à carne há outros pratos apetecíveis, como o arroz negro de forno com camarão e robalo, a açorda de bacalhau e algumas opções vegetarianas.

Depois da refeição, o bar, aberto até noite alta, convida a continuar a conversa para lá do jantar, de copo cheio. As propostas passam por cocktails clássicos ou de autor, caso do Roger Rabbit, feito à base de xarope de chá envelhecido, pêssego, cenoura, pisco e ginger beer. A intenção é “o cliente ter as duas experiências no mesmo sítio, sem ter de ir para Braga ou para o Porto. Pode ter isso tudo sem sair da cidade”, remata João.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.



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