La Couscousserie: as tagines de cuscuz chegaram ao centro de Lisboa

As tagines marroquinas são rainhas à mesa da La Couscousserie, em Picoas. (Fotografia: DR)
Cuscuz e bebidas frescas, é desta combinação que vive a La Couscousserie, um pequeno restaurante de sotaque francês, aberto em Picoas, no centro de Lisboa.

Habituado que estava a cozinhar cuscuz para os amigos, não foi difícil para Arthur passar a cozinhar para todos os lisboetas assim que abriu o La Couscousserie, em Picoas. Até há bem pouco tempo faltava oferta de comida marroquina na cidade, diz o jovem chef de 28 anos, chegado a Lisboa em 2017, vindo do centro de França, e autor do Transept (entretanto encerrado). Este pequeno e colorido espaço pareceu-lhe então uma boa forma de trazer um pouco de Marrocos até Lisboa.

Arthur é o chef do restaurante. (Fotografia: DR)

A decoração contemporânea, em que até pontua um flamingo cor-de-rosa, dá lugar, à mesa, ao que de mais tradicional existe na cozinha marroquina: as tagines. E na hora de escolher, há quatro hipóteses: cuscuz com uma, duas ou três carnes, além do royal. A proteína tanto pode ser merguez (salsicha), como borrego, frango ou vaca. Numa clara preocupação com a qualidade dos produtos, a carne é comprada num talho francês certificado e os legumes vêm de produtores locais.

Todos os pratos levam carne, mas também há um vegetariano. (Fotografia: DR)

Todos os pratos levam sêmola, legumes e molho. As passas, o grão e o harissa (um molho picante) são servidos a pedido. À hora de almoço, quem se aproximar do balcão da La Couscousserie há de ver Arthur a mexer o cuscuz na hora, segundo a tradição mediterrânica, para depois o servir em doses generosas. Quando a tagine chega à mesa e se levanta a tampa solta-se um vapor bem aromatizado, capaz de despertar todos os sentidos.

O casamento com o produto-estrela da La Couscousserie acontece, idealmente, com champanhe, a bebida capaz de dar uma “nota de glamour” à refeição. Mas frequentemente os clientes pedem limonada, chá verde e vinho (branco, tinto e rosé). Em breve, deverá entrar uma carta de inverno. Tudo bons pretextos para ficar ali a comer, ou levar a comida para casa.

 

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