Não há duas sem três. Diz o ditado popular, mas também Luca Salvadori, que acaba de abrir o daLuca, para complementar o que já oferecia nos primeiros dois espaços: uma cozinha de autor no Il Covo, na Madragoa, e uma trattoria com a Cantina di Chef, em Almada. “Cada casa tem a sua filosofia. Esta surge porque o público me pedia piza”, explica o chef. Para o ajudar na nova morada, em Alcântara, recrutou o mestre pizzaiolo Roberto Quaglia Barone, também presidente da Associazione Pizzaiuoli Napolitani, para se encarregar das pizas que aqui se servem, seis clássicas e seis de especialidade. Afinal, “fazer uma boa piza não é fácil, é uma arte”, revela Luca.
A massa fermenta por um mínimo de 48 horas, para facilitar a digestão, a partir de uma mistura de quatro farinhas napolitanas de trigo. De resto, usa-se tomate pomodoro e uma mozzarella fabricada de propósito para os restaurantes de Luca, “com menos água, mais sabor e sal”, conta Salvadori.

Há seis pizas clássicas e outras tantas de especialidade. (Fotografias: Leonardo Negrão/Gl)

O daLuca abriu recentemente em Alcântara, com pizas napolitanas e padellino.
Neste novo daLuca, opta-se entre o formato de piza napolitana, fina no meio e alta e fofa na borda, ou pela versão padellino, a pequena piza feita dentro de um tachinho, mais alta e grossa, originária de Turim. Do forno saem clássicas como a Marina a e a Margherita, ou as especiais, como a Piemontese, com pimento assado e enchovas, ou a Porchetta, que leva o leitão típico de Roma assado, grelos e queijo provola.
Uma das vantagens é o preço acessível, com as napolitanas a partirem dos 6,50€ e das padellino dos 4,50€. “A piza sempre foi e será a comida popular, para todos”, remata Luca Salvadori, que criou no seu novo restaurante uma pequena zona de loja, onde se pode e deve comprar massas, cervejas artesanais e outros produtos vindos de Itália.

Uma das salas do daLuca.

Luca Salvadori é o dono do espaço, o terceiro que abre no nosso país.
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