Eva: cozinha do mundo num primeiro andar no Chiado

Cozinha do mundo num primeiro andar no Chiado
É de um sossegado primeiro andar, a meio da azáfama da Rua Garrett, que se provam novos e bons petiscos sazonais com influências de todo o mundo. O Eva traz a sua ideia de paraíso a Lisboa.

As mesas coladas à janela deste primeiro andar têm vista para a movimentada Rua Garrett, mas o ambiente tranquilo e descontraído que se sente no meio-escondido Eva contrasta com esta artéria do Chiado que não sossega dia e noite. O nome do novo restaurante, que abriu há dois meses, alude à ideia de natureza, e isso explica as dezenas de plantas que decoram este espaço, que recuperou a antiga azulejaria do edifício, em tons rosados, verdes e brancos.

A carta do Eva é curta, fresca e direta, mas eclética, bebendo influências à cozinha do mundo e de autor. No comando do barco está Pedro Mattos, jovem chef brasileiro que aposta numa cozinha sazonal e natural: a larga maioria dos legumes usados é biológica. Dos petiscos de finger food aos pratos principais, vários são vegetarianos. Entre estes, a abóbora assada com nabo cozido no dashi, mousse de queijo da Serra da Estrela e rabanete; dos gnocchi de batata com beringela caramelizada, nabo e alga nori; do arroz meloso de quiabo, cozido em caldo oriental; ou do bolo de castanha com sorbet caseiro de açaí.

O chef Pedro Mattos com o seu arroz meloso de quiabo. (Fotografias: Paulo Spranger/GI)

Os gnocchi de batata com beringela caramelizada, nabo e alga nori.

O bolo de castanha com sorbet caseiro de açaí.

As duas últimas propostas ajudam a matar as saudades de casa. «Trago um pouco do Brasil até aqui», ri-se o chef de 27 anos, natural de Rio Grande do Sul, e que venceu o prémio Chef Revelação da revista brasileira «Sabores do Sul». O contra-filé de novilho grelhado, acompanhado de salada russa e cebola queimada em molho balsâmico, também faz avivar memórias. «Sou do estado que mais consome carne no Brasil. Este faz lembrar os churrascos de domingo, em família», explica o chef, que se aventurou pelo mundo gastronómico há sete anos.

Ao almoço, com bastante luz natural a entrar pelas janelas do restaurante, há menus de 12 euros, e de noite escolhe-se à carta. A cozinha do Eva não fecha, o que significa que se podem petiscar as croquetas de polvo com puré de limão e morango verde, ou os cannoli com creme de queijo da Serra da Estrela, a qualquer hora, com um copo de vinho ou cocktail. Das 16h00 às 20h00, vale a pena passar por cá também: há bebidas com preços mais baixos durante a happy hour.

O restaurante fica num primeiro andar, na Rua Garrett.

 

Eva
Rua Garrett, 47 (Chiado)
Tel.: 213460713
Web: www.facebook.com/restauranteevalisboa
Das 12h00 às 23h00. Encerra segunda.
Preço médio: 20 a 25 euros.



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