Duas mesas clássicas para voltar numa próxima escapadinha ao Alentejo

Tasca do Celso, em Milfontes. (Foto: Diana Quintela/GI)
Um fica junto ao mar, o outro no interior. Em comum, são mesas obrigatórias no que toca à cozinha do Alentejo e já somam duas décadas de vida, respeitando o receituário tradicional e a qualidade do produto local. O Tombalobos, em Portalegre, e a Tasca do Celso, em Vila Nova de Milfontes, estão de volta.

Mesmo nos meses frios do Inverno, já se chegaram a servir 300 refeições num dia. Há mais de duas décadas que a TASCA DO CELSO abriu portas em Vila Nova de Milfontes, na Costa Vicentina, e se tornou numa referência nas cozinhas alentejanas com público fidelizado. O restaurante situado perto da praia, que nos últimos tempos se ampliou para uma segunda sala e uma esplanada, tem na cataplana de peixe um dos seus ex-líbris, mas também deixa o peixe da nossa costa brilhar na grelha, casos do choco e do linguado, ou no pregado frito com arroz de feijão, sem esquecer o conforto do tacho, com o arroz de tamboril.

Reaberto recentemente, depois de vários meses a apostar no takeaway, esta casa clássica liderada por José Ramos Cardoso, natural de Lamego que rumou a sul, é também conhecida pelo cabrito assado no forno a lenha, com pele crocante, ou pelo porco preto, que chega em lagartinhos, secretos ou pica-pau. A típica carne de porco à alentejana também tem espaço nesta casa familiar de doses generosas, adornada de bancos em cortiça, jarros com malmequeres e guitarras portuguesas pelas paredes.

O cabrito é um dos pratos mais conhecidos da casa. (Fotos: Diana Quintela/GI)

A Tasca do Celso é um clássico em Vila Nova de Milfontes.

O porco preto não podia faltar na carta: a tiborna de presunto.

O mesmo espírito acolhedor é partilhado na outra costela do Alentejo, a do interior. Na cidade onde nasceu, em Portalegre, José Júlio Vintém celebra a genuína cozinha tradicional, apoiada no produto da região, como a galinha de Estremoz, e biológico, como os borregos, coelhos e galos usados criados no campo sem recurso a ração. Há duas décadas que o TOMBALOBOS é uma das moradas obrigatórias a sul, reabrindo portas a meio de maio.

À mesa chegam pratos já icónicos da casa como as pétalas de toucinho no forno, as açordas, a barriga de porco assada com migas de farinheira, as bochechas de bacalhau de poejada, as costeletinhas de coelho fritas com mel e limão e as recentes molejas de borrego salteadas em azeite. Nesta casa embelezada com o mármore local, tapeçaria de Portalegre e boinas e chocalhos pelas paredes – com decoração do próprio chef e da mulher Catarina -, as memórias encurtam com os enfrascados, que se compram na zona de loja e comem em casa, com sabores como perdiz de escabeche, salada de pato ou frango sacaninha.

José Júlio Vintém lidera o restaurante de Portalegre. (Fotos: Paulo Spranger/GI)

O javali estufado do Tombalobos.

As costeletinhas de coelho.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.



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