Cufra, 50 anos a bem servir o Porto

Cufra (Fotografia de Leonel de Castro)
Em setembro, o Cufra completou meio século de portas abertas. O espaço pouco mudou com o tempo, e os clássicos da carta - os bifes e as francesinhas - mantêm-se firmes. O segredo do sucesso, diz quem sabe, é simples: confecionar bem e servir bem

Quando o Cufra abriu, em 1974, não poupou nas surpresas. Instalou-se a meio da Avenida da Boavista, fora do centro do Porto mas com fáceis acessos. Outra novidade foi a decoração das suas salas amplas: os sofás vermelho cereja a fazer o lugar de cadeiras, e os bancos giratórios da mesma cor, ao longo do balcão em madeira. Esses ainda lá estão, com marcas do tempo e do uso, mas bem conservados. “Já não se fazem bancos assim”, assegura Paulo Pereira. O diretor-geral do grupo Cufra, e gerente da casa-mãe, é há mais de 30 anos a cara que os comensais encontram ao entrar no restaurante, e aponta como segredo do sucesso “a persistência, a vontade de fazer mais e melhor. Quando os clientes vêm cá uma vez e continuam a vir, significa que há confiança e que as pessoas ficam satisfeitas, e isso é o mais importante. Para ter sucesso num restaurante é preciso confecionar bem e servir bem”.

Cufra (Fotografia de Leonel de Castro)

Cufra (Fotografia de Leonel de Castro)

A diversidade também é estandarte da casa. É restaurante, marisqueira, cervejaria, snack-bar e sorveteria. “A variedade é tanta que cada um escolhe o que quer”, comenta o responsável.

Mas há pratos que se destacam. A francesinha é um deles, e ao longo dos anos foi reforçando presença na carta. Contam-se sete variedades, entre elas a Especial, feita com lombo assado, e a Real à Cufra, com bife e camarões. Os bifes, nos seus cortes, preparações e acompanhamentos, são outra das estrelas. É ainda de realçar o prego no pão, o cachorro especial, os hambúrgueres e o pica-pau à Cufra, regado com molho de francesinha. “Os nossos filetes de pescada também são muito bons”, afiança Paulo. O arroz de marisco é igualmente alvo de elogios.

Cufra (Fotografia de Leonel de Castro)

O êxito do negócio deu azo à expansão da marca, que durante quase 20 anos ocupou também o Edifício Transparente, em frente à praia do Castelo do Queijo, com o Cufra Grill. Há pouco mais de uma década, o grupo apresentou o Santa Francesinha. Desta vez, acomodou-se no centro da cidade, na Praça dos Poveiros, com uma ementa mais focada na famosa sandes, que ganhou até uma versão vegana.

Cinquenta anos depois de inaugurar, o Cufra é ainda poiso seguro para os apreciadores de bem comer. O nome já augurava um futuro fértil: “Cufra” é um dos maiores oásis do deserto do Saara, no sudeste da Líbia. Será por isso prudente esperar que continue assim.

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