Cozinha de autor e pratos minhotos juntos no novo Sra. Peliteiro, em Ponte de Lima

Depois de Esposende, a chef Paula Peliteiro abriu um espaço em Ponte de Lima, instalado no hotel Axis Golfe. (Fotografia de Rui Manuel Fonseca/Global Imagens)
Novo restaurante situado no complexo Axis Golf em Ponte de Lima, Sra. Peliteiro tem na ementa comida do Minho e pratos clássicos da chef Paula Peliteiro.

A história de vida da chef Paula Peliteiro está implícita no seu novo restaurante em Ponte de Lima. Desde as aprendizagens na cozinha com a mãe Leonilde (“a Dona Nilde é uma cozinheira incrível, melhor que eu”, garante) aos estudos na área das artes (na Cooperativa Árvore) e a experiência de viver dez anos no Brasil, gerir dois restaurantes (de francesinhas e petiscos) num país tropical. E, depois disso, regressar a Portugal e dedicar-se de vez à restauração.

A sala principal é a maior, e Paula gosta de lhe chamar a “sala da floresta”. (Fotografia de Rui Manuel Fonseca/Global Imagens)

A esplanada. (Fotografia de Rui Manuel Fonseca/Global Imagens)

O apelido do pai, Amadeu Peliteiro, deu nome ao seu primeiro espaço, há 12 anos, na Quinta da Barca, em Esposende, perto do mar. E agora outra vez. O Sra. Peliteiro de Ponte de Lima, que abriu este março no complexo Axis Golf, agrega pratos clássicos, a que já habituou os seus clientes, e acrescenta comida do Minho. Arroz de sarrabulho, como não podia deixar de ser na terra dele. Com tempero do chef João Correia, que aprendeu as artes do prato típico limiano com a avó, que foi dona de um restaurante naquela região durante 50 anos.

O novo Sra. Peliteiro, onde também se come com os olhos, é composto por quatro espaços: bar & snacks, sala à carta, sala para reservados e esplanada, com uma capacidade total para 200 pessoas. Há flores por todo o lado, dentro e fora do restaurante. Na mesa, há peças de arte e natureza.

A sala principal é a maior e bonita. Paredes de vidro que deixam entrar uma visão dos deuses. Rodeada de árvores e verde. A sensação é refrescante, como se estivessemos numa casa da árvore. Paula Peliteiro gosta de lhe chamar “sala da floresta”. O ambiente é sereno, como no campo de golfe ali ao lado, onde jogadores se movem lentos e silenciosos, entre tacadas.

Moqueca de gambas e lulas. (Fotografia de Rui Manuel Fonseca/Global Imagens)

Rojões e arroz de sarrabulho. (Fotografia de Rui Manuel Fonseca/Global Imagens)

Voltemos à carta. Arroz de sarrabulho, já aqui se falou dele. Bacalhau à minhota e pernil fumado no forno, são outras opções tradicionais. Para quem aprecia uma cozinha mais contemporânea e de autor, a chef serve a sua moqueca de gambas, que trouxe do Brasil; polvo com laranja, receita da sua mãe Leonilde; ou tagine de vaca, prato que a apaixonou numa das suas viagens a Marrocos. Refeições ligeiras e petiscos: calamares com maionese de alho e sofrito picante, sandes de cachaço de porco à Bairrada, prego no pão, alheira de Mirandela, migas de brôa e couve portuguesa.

Pudim Abade de Priscos com frutos vermelhos. (Fotografia de Rui Manuel Fonseca/Global Imagens)

Doces: pudim Abade de Priscos com frutos vermelhos, rabanada com sorvete de vinho do Porto, mousse de chocolate com gelado de malagueta, ananás dos Açores com citrinos e gelado de baunilha. Tudo bonito, porque “a apresentação, a estética e a organização da comida no prato é uma preocupação”, afirma a chef.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.



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