Comer em conta: Petiscos do Minho, arroz malandrinho e até cantigas

Taberna Trovador (Fotografia: Miguel Pereira/GI)
Petiscos apurados a abrir e arroz malandrinho a retemperar o final, são os trâmites da Taberna Trovador, instituição de referência para uma autêntica petiscada à minhota, com atendimento familiar e boa disposição.

Não há carta, mas quem lá vai já sabe bem o que esperar. Num quadro de ardósia são anunciados os petiscos disponíveis no dia – uma seleção que pode chegar às duas dezenas – e as especialidades da casa: arroz malandrinho de tomate ou feijão com pataniscas, sardinha fritas (exceto à segunda-feira) ou naco de vitela. “Optamos por não ter menu para termos mais interação com os nossos clientes, damos sugestões e conversamos um pouco. Tentamos manter aquele ambiente informal, típico de uma taberna”, justifica Daniel Mendes, ao comando da Taberna Trovador desde 2015. Nessa altura, juntamente com a namorada, decidiu assumir o negócio do pai, Manuel Mendes, e dar-lhe uma lufada de ar fresco, sem perder a identidade do espaço e o foco na comida caseira de tradição portuguesa.

Essa cozinha de conforto faz encher de comensais e visitantes de longe o pequeno restaurante, de paredes em pedra descoberta, mesas e bancos em madeira e tijoleira alaranjada. A mesma atmosfera rústica desde há quase 20 anos. “O meu pai foi o autor disto tudo, ele estava ligado à construção na altura e aquelas mesas em pedra foi ele próprio que fez. Depois começou o gosto pela cozinha…”, conta Daniel.

Tanto assim é que só os problemas de saúde o fizeram afastar-se dos tachos da Taberna, agora sob ordem da Dona Clara, a quem passou todas as receitas antes de se retirar. Legado bem entregue, não fosse ela cozinheira de mão cheia, a mostrar os dotes tanto nas bifanas apuradas, como nos rojões e nas pataniscas fofas, e até no saborosoe tenro polvo em molho verde.

A pensar nos trabalhadores da zona, com tempo contado para o almoço, durante a semana há sempre um prato do dia, que pode ser uma jardineira, uma massa à lavrador, tripas ou até bacalhau com natas. Por encomenda, também se satisfazem pedidos especiais, como arroz de pica no chão.

A única carta do restaurante é a de vinhos, área que Daniel reforçou quando assumiu a gerência. A seleção tem mais de 30 referências nacionais, com destaque para Verdes e Douro. Quando o ambiente fica animado, há até quem se atreva a pegar numa das guitarras à disposição dos clientes para fazer uma serenata. Afinal, “é a Taberna Trovador”, lembra Daniel, e há que fazer jus ao nome.

Sangrias de espumante
Propostas recentes são as sangrias de espumante de pera e alecrim, e a de manga e laranja, duas receitas criadas pelo bartender vimaranense José Mendes, eleito o Melhor Bartender Português de 2019.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.



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