“Pizza, fun & drinks” (piza, diversão e bebidas). É esta a base do Okra, que se distingue dos tradicionais restaurantes italianos, desde logo, pela decoração. O colorido das toalhas aos quadrados não tem lugar naquele espaço de tons claros e neutros, inaugurado, em junho, no quarteirão das artes. A atmosfera leve, reforçada pelo uso de materiais como a madeira e a palhinha, convida a visitá-lo com tempo, inclusive, para tomar um cocktail ou outra bebida no bar à entrada.

(Fotografia: Artur Machado/Global Imagens)
Também as pizas em forno a lenha – um Stefano Ferrara, de Nápoles – apresentam ingredientes menos comuns, como pato fumado e radicchio, um legume italiano. A piza do mar, com camarão, carpaccio de polvo e tinta de choco, é outro exemplo, assim como a de cinco queijos, figo seco e pêra. “Mesmo as nossas pizas mais tradicionais são diferentes: a de presunto de Parma tem pinhões e a de cogumelos queijo de cabra”, observa o responsável pelo restaurante, Luís Folhadela Moreira. Existem várias opções vegetarianas, e o queijo pode ser substituído por um equivalente vegano.

(Fotografia: Artur Machado/Global Imagens)
Quem preferir uma refeição de partilha encontra várias entradas, saídas do bar de corte, no qual sobressai a máquina Berkel. Ao tártaro de carne e às saladas somam-se outras propostas, como o surpreendente ovo no forno. A fuga às convenções estende-se, por fim, às sobremesas. É certo que há mousse de chocolate na ementa, mas esta contém biscoito, fudge de avelãs e creme de Frangelico, um licor de avelãs.

(Fotografia: Artur Machado/Global Imagens)

(Fotografia: Artur Machado/Global Imagens)
Por detrás do Okra estão os proprietários Ricardo Graça Moura e Paulo Freire, que conduzem igualmente os destinos dos restaurantes Flow e Mistu. Sem esquecer Rui Mingatos, o chef executivo do grupo, que idealizou toda a carta. Por um valor mais acessível, há ainda o menu executivo, disponível ao almoço, de segunda a sexta. Custa 12,50 euros e inclui entrada ou sobremesa, piza, água e café.
O nome
Okra significa quiabo, ingrediente que não é utilizado ali. O nome (também aplicado a um cocktail) foi escolhido pela sonoridade, conta Luís Folhadela Moreira.
