Filipe Carvalho, chef executivo do restaurante Fifty Seconds by Martín Berasategui desde 2019 (no hotel Myriad by Sana, no Parque das Nações, em Lisboa), foi eleito Chef de L’ Avenir pela Academia Internacional de Gastronomia, representada em Portugal por José Bentos dos Santos. Trata-se de um galardão internacional que “premeia um chef de reconhecido mérito e com grande potencial” de vir a ter “uma carreira fulgurante” no futuro.
Segundo comunicado enviado às redações, o jovem chef de 34 anos recebeu a notícia com um sorriso largo e afirmou ser “uma honra e uma enorme felicidade” ser distinguido como Chef de L’Avenir “neste ano tão particular”, em que a pandemia tanto tem sacrificado a restauração e a hotelaria. “O reconhecimento do meu trabalho e de toda a equipa, recebendo um galardão tão prestigiado, tem um significado ainda mais especial”, disse.
- (Fotografia de João Silva/GI)
- (Fotografia de Cristina Boira)
José Bentos dos Santos, membro da Academia Internacional de Gastronomia, elogiou as qualidades de Filipe Carvalho. “É dotado de caraterísticas raras e de um talento inato, que fazem dele uma das maiores promessas no domínio da grande cozinha. Para além de uma escola de perfeição que abrange toda a cozinha clássica, nacional e internacional, tem um espírito criativo notável e extremamente sensato, onde o que está em causa é sempre o prazer gustativo do prato para proporcionar a felicidade do seu cliente”.
Esta não é a primeira vez que Filipe Carvalho é reconhecido pelo seu empenho e profissionalismo. O primeiro grande voto de confiança foi dado pelo próprio Martín Berasategui, com quem já tinha trabalhado no Lasarte (3 estrelas Michelin) e na abertura do Hotel Le Monument, em Barcelona. Quando Filipe informou o espanhol de que queria regressar a Portugal, Berasategui escolheu-o como braço direito na cozinha, tinha então 33 anos.
- (Fotografia de Gustavo Santos)
- (Fotografia de Cristina Boira)
Filipe Carvalho assina toda a carta do Fifty Seconds by Martin Berasategui à exceção de dois pratos icónicos do chef catalão, que nunca sairão do menu: o mil-folhas de foiegras e a salada de verduras e lavagante, que demora 40 minutos a preparar. “Tudo o resto é suposto refletir a nossa identidade, porque o produto é diferente, a cidade é diferente, o meu percurso é diferente e o Martín quer que o projeto tenha a identidade Filipe Carvalho”, acrescentou o português no comunicado.
Um ano depois de abrir ao público no hotel Myriad by Sana, no Parque das Nações, em 2019, o restaurante venceu a primeira estrela Michelin, e agora são muitos que preveem a possibilidade de vir a ganhar a segunda este ano. Na equipa de Filipe Carvalho estão também de parabéns Maria João Gonçalves, chef de pastelaria, Inácio Loureiro, diretor de sala, Rui Monteiro, chefe de sala, e Marc Pinto, sommelier.
A Academia Internacional de Gastronomia entregou ainda o prémio Chef de L’Avenir aos chefs Ralf Berendsen, do restaurante Belga La Source; Begoña Rodrigo, do La Salita, em Valência, Espanha; Pablo Valdearcos, do Al Margen, em Bilbao; Amélie Darvas, do francês Aponem; Floriano Pellegrino, do italiano Bros; Rouba Khalil, do libanês Rouba Khalil Kitchen; Michal Stezalski, do polaco Szara Gęś e Carl Messick, do americano Peter Shields Inn & Restaurant.
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