Boato: peixe e marisco fresco numa esplanada ampliada em Lisboa

Boato: peixe e marisco fresco numa esplanada ampliada em Lisboa
O Boato, em Lisboa.
Junto à Avenida da Liberdade, o Boato reabriu renovado, com uma esplanada maior e uma carta mais versátil, sem perder o foco do peixe e marisco nacional, a principal inspiração do chef Manuel Perestrelo.

Abriu há cerca de um ano, no final de novembro, mas é praticamente uma novidade na capital, ou não tivesse estado encerrado desde o confinamento inicial de março até há poucas semanas. Nesta reabertura, o Boato surge renovado no centro da cidade, numa das paralelas da Avenida da Liberdade, com uma sala interior mais ampla e arejada onde cabem 50 comensais e uma esplanada alargada e resguardada com plantas onde se sentam agora mais de 20 pessoas, e que ficará equipada para os meses mais frios com aquecimento e mantas.

Mas é também na carta do chef Manel Perestrelo que se notam – e saboreiam – as diferenças neste novo Boato. Se antigamente, o restaurante se focava maioritariamente na dieta mediterrânica, a proposta agora é “mais eclética, moderna e mundana”, sem deixar escapar o principal foco no peixe e marisco. “Temos a sorte de ter um dos melhores peixes do mundo”, explica o chef, que agora criou um fish bar onde se expõe, numa montra, o que de mais fresco chega todos os dias, vindo da lota de Peniche, na maioria.

É por aqui que estão santolas, sapateiras, lingueirão, amêijoas, douradas, robalos ou pargos, por exemplo. Com possibilidade de comer sentado neste balcão, é daqui que sai o ceviche tradicional (11€) – por norma, com salmão como base mas também feito com peixe branco -, a tosta de sashimi de salmão (9€), ostras, biqueirões em vinagrete, o clássico camarão ao alhinho ou as puntillitas (12€) – lulinhas grelhadas e panadas com maionese de alho e limão.

As puntillitas (lulas) com maionese de alho e limão. (Fotografias: DR)

O ceviche tradicional da casa.

A carta do Boato renovou-se na sua larga maioria.

Propostas que por enquanto só se servem ao almoço e jantar mas a ideia é deixar, no futuro, a cozinha aberta sem horários. Das novas criações de Manuel Perestrelo destacam-se os crepes do mar (10€), crepes de arroz com salmão curado, alface, picle de cenoura, maionese kimchi e leite de amêndoa; o atum em crosta de sésamo (12€); as gyozas de camarão com avelã tostada (9€); o hambúguer de salmão; as quesadillas de sapateira (9€) e os tacos, um deles com salmão, abacate, cebola roxa, lima e cream cheese e o outro com atum, molho ponzu e alho francês.

Da carta original transita o best-seller da casa, o quinoto de vieiras com pêra, queijo azul e parmesão, bem composto e ideal para uma refeição de outono. E claro, “o famoso prego do Qura”, o restaurante que Manuel Perestrelo também lidera em Campo de Ourique, a par do algarvio Salmora. “Um bom restaurate de peixe e marisco tem que ter sempre um bom prego para a sobremesa”, ri-se o chef, que emparelha os seus pratos com um leque de cerca de 40 referências vínicas de pequenos produtores.

O chef Manuel Perestrelo.

O novo fish bar, com o peixe e marisco fresco do dia.

 

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.



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