A cortina de veludo encarnado dá um enquadramento teatral ao balcão saliente da cozinha do Bisque, enquanto os cozinheiros se desdobram nas confeções e empratamentos ancorados no homónimo molho francês, geralmente feito à base de caldo de marisco. Idealizado pelo estúdio criativo Centá, responsável por eventos e decoração de espaços, entre Paris e Lisboa, o “teatro gastronómico” mistura várias escolas, épocas e estilos que em conjunto resultam na estética do típico bistrô parisiense, com velas, arranjos de rosas barrocos e as cadeiras de madeira escura.
“Por trás de tudo o que existe no restaurante está o trabalho de um grande número de pessoas, a sua energia, experiência, tempo, educação e até as suas dúvidas”, revela Vladimir Perelman, de 39 anos, ao lado do sócio Pavel Kiselev, também de nacionalidade russa, com 37 anos. Depois de se conhecerem em Lisboa há dois anos decidiram trabalhar juntos, tirando proveito do facto de Vladimir ser fundador de 18 restaurantes “farm-to-table” em Moscovo, assim como de festivais de música e comida; e das incursão de Pavel nos Açores, e mais tarde, em Lisboa.
- (Fotografia: Centá)
- (Fotografia: Centá)
- (Fotografia: Centá)
Ainda que o seu Oyster & Margaritas, no Príncipe Real, também tenha ADN francês, no Bisque aposta-se numa cozinha original. Segundo o chef executivo do grupo, Dimitri Parikov, “a base do menu são os produtos sazonais e locais e o molho bisque [com] variações, algumas novas, experimentais e interessantes em termos de sabor”. Topinambur (ou alcachofra de Jerusalém) com molho bisque e queijo comté e bisque com lagosta, pão de queijo francês e molho rouille são dois dos pratos que, tal como a entrada de lombinho de vaca, levam o referido condimento.
Nas travessas de prata brilhante em que a comida é servida vêm também entradas como o crudo de dourada com molho de ruibarbo; a bruschetta com sardinha confitada e tomate; e os carabineiros com azeite e flor de sal. Pondo o bisque de lado, a cozinha francesa brilha ainda nas sobremesas, como a de choux com creme de baunilha e framboesa. Ao fim de semana, o bistrô abre mais cedo, entre as 10h e as 15h, para propor um brunch menos convencional. A seleção de vinhos e bebidas espirituosas está a cargo da premiada sommelier Elene Lebedeva.

(Fotografia: Centá)
