Bairro Alto Hotel: seis pratos para provar no restaurante e terraço com vista-rio

O restaurante do Bairro Alto Hotel. (Fotografia: Francisco Nogueira)
De portas reabertas, há novas razões para voltar ao Bairro Alto Hotel, no coração de Lisboa. Bons petiscos para provar sem horário e propostas mais robustas voltam ao restaurante BAHR e aos terraços com vista-Tejo, abertos a todos.

Depois de dois anos em remodelações, que culminaram na renovação total do espaço e na ampliação para o dobro do tamanho, e de ter estado encerrado entre março e agosto deste ano por efeitos da pandemia, o Bairro Alto Hotel voltou a reabrir portas no coração de Lisboa.

A boa notícia traz consigo propostas para provar – ou voltar a saborear – no quinto piso, onde está o descontraído restaurante BAHR, liderado a quatro mãos por Nuno Mendes e Bruno Rocha, chef consultor e chef executivo do espaço, que pretende recriar a Lisboa boémia e criativa, a de Eça e Pessoa, que já se viveu naquela zona. A ajudar a isso estão pormenores decorativos como cachimbos de ópio, penas de escrever, navalhas e engraxadores de sapatos, que vamos observando em luz intimista quando a visão não está fixada na ampla cozinha aberta, junto às mesas.

O restaurante está aberto para jantares, mas o adjacente e homónimo terraço, com vista desafogada para o Tejo, o antigo casario lisboeta e a Margem Sul, está aberto dia e noite para todos, com uma carta de petiscos sem horários que se foca na finger food, e que agora pode ser levada para casa em regime takeaway, como os rissóis de camarão (6€), sequinhos por fora e cremosos por dentro, com uma pasta balchão, aqui caramelizada e diferente da original goesa, com uma mistura de especiarias, como tamarindo. Para além deste terraço, também um segundo, situado no sexto piso, é agora aberto ao público em geral.

O reaberto BAHR, com os chefs Nuno Mendes e Bruno Rocha ao comando. (Fotografia: Francisco Nogueira)

A tosta de percebes fumados. (Fotografias: Francisco Nogueira)

No restaurante, enquanto não chega a carta mais outonal e quente – com o uso da abóbora, do bacalhau e do borrego, este último uma futura estreia no espaço -, aposta-se propostas que se regem ao ritmo da temporada, com apoio em pequenos produtores de norte a sul, que os chefs visitam regularmente para apurar sabores. Vale a pena provar a tosta de percebes fumados (10€), o bivalve é cozido antes e depois fumado, deitado sobre pão de trigo caseiro grelhado e manteiga açoriana.

À mesa chega também a lula grelhada com feijão verde, grelos e algas (16€), inspirada no choco grelhado com feijão verde que os chefs comiam numa tasca vizinha “quase todos os dias”, durante os dois anos em que o hotel esteve em remodelação. “Temos muito carinho por este prato”, conta Bruno Rocha. A lula é açoriana e acompanha os grelos servem-se num puré.

A lula grelhada com feijão verde, algas e grelos.

Para além das maturações no tártaro e no lombo de vaca, ou de um arroz de carabineiros, importa provar o robalo de mar com canja de nabos (30€), inspirado na tradicional canja de galinha mas aqui com um twist marítimo. “Este prato surgiu das saudades que o chef Nuno tem da canja da sua avó”, explica Rocha sobre o chef consultor, função que acumula com os restaurantes que detém em Londres, o Viajante e o Mãos, este último detentor de uma estrela Michelin desde o ano passado.

O destaque vegetariano vai para os cogumelos de coentrada e nabos (12€). Um jogo de texturas em dose tripla – puré, coentrada e grelhado – e de três variedades, shiitake, king oyster e marron. O nabo cru laminado ajuda a compor o ramalhete. O doce final faz-se com a extrema leveza das farófias (6€) da casa, estas cozidas em forno, com gema de ovo curada e creme de folha de limoeiro e baunilha.

As farófias com folha de limoeiro.

A par da sazonalidade do produto, a aposta na sustentabilidade mantém-se na carta de vinhos, que conta com mais de 100 referências quase todas nacionais, com muitos exemplos de vinhos naturais, biológicos e biodinâmicos. E se razões não faltassem para visitar o reaberto Bairro Alto Hotel, há mais uma: agora serve-se brunch ao fim de semana.

 

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