Atrevo: Criatividade e elegância à mesa no Porto

No restaurante Atrevo, a chef Tânia Durão apostou numa cozinha criativa e de época. (Fotografia: Fábio Poço/GI)
No seu primeiro restaurante em nome próprio, a chef Tânia Durão mostra uma cozinha criativa, focada no produto e na técnica, com um menu de degustação que segue o espírito da época, elegante e harmonioso.

“Eu sempre quis cozinhar. Ter um restaurante era um acréscimo” admite Tânia Durão, a jovem chef ao comando do Atrevo, que abriu muito perto do Jardim de São Lázaro. Depois de oito anos a aprimorar técnicas em várias cozinhas de renome na cidade, recebeu o desafio do chef Pedro Limão de tomar conta do espaço onde funcionava o seu restaurante homónimo, e atreveu-se.

“Queria que fosse um sítio onde se pudesse ter a experiência de um menu de degustação mas mais acessível e num ambiente descontraído”, explica a chef.

O nome que escolheu para batizar o restaurante é um presságio do que promete fazer ali: “atrever-me a introduzir e a mostrar novos ingredientes e confeções”, numa cozinha criativa e que une técnicas tradicionais e contemporâneas. Ainda que o menu de apresentação tenha seguido uma linha mais consensual, “para ir conquistando as pessoas aos poucos”, justifica.

Chef Tânia Durão (Fotografia: Fábio Poço/GI)

É composto por oito momentos e pode ser harmonizado com uma seleção de vinhos nacionais. No prato, a chef também dá primazia aos produtos portugueses de qualidade, biológicos e de pequenos produtores, como é o caso do azeite e da manteiga que acompanham o pão de fermentação lenta do primeiro momento. Mas não se resume ao que é nacional, já que admite influências de outras paragens. “A minha cozinha também tem muita base francesa”, assume a chef.

Os sabores mais suaves que iniciam o menu, com produtos do mar, vão dando lugar a pratos mais intensos. Como o de cogumelos selvagens, confecionados de seis formas diferentes (em pickle, desidratados, em puré…), que se revelou ser um dos preferidos do menu de apresentação. “Conseguimos mostrar que num só prato podemos ter vários sabores usando o mesmo ingrediente”, nota Tânia.

Em matéria de carne só há um prato, mas a chef admite que a tendência será deixar de trabalhar esta proteína no futuro. Aliás, todo o menu pode ser adaptado para vegetarianos.

Já na hora da sobremesa há dose dupla. Um doce de moscatel e amêndoas e outro mais fresco e tropical, de manga e abacate, fizeram as honras do primeiro menu. Mas com a entrada no outono a chef apostou num novo par, um à base de citrinos e outro com figo, avelã e chocolate.

“Nestes oito anos na cozinha aprendi principalmente que as coisas têm de ser feitas com gosto”, recorda Tânia, por isso não poupa nos pormenores. A chef conta ainda fazer alterações ao menu em função da época e da sua própria inspiração. Daqui para a frente, admite, não há proibições e vai introduzir alguns ingredientes mais ousados. É caso para dizer: atreva-se.

 

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.

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