Quase cem anos de história fazem d’A Petiz a padaria mais antiga de Santa Maria da Feira ainda em funcionamento. Foi inaugurada em 1930, em frente ao Rossio, e ganhou fama como fabricante de fogaça, caladinhos e outros doces regionais. Manteve-se na tradição até que, no final do ano passado, já nas mãos dos irmãos Juvenal e Marco Petiz, a segunda geração da família deste negócio, foi alvo de uma profunda mudança de visual – e tornou-se ainda um refúgio de petiscos.
A ideia foi tornar o espaço mais funcional, moderno e confortável. A fachada, agora de um laranja vibrante, chama a atenção a quem passa. E deixou de ser preciso entrar para provar os doces da casa, porque a antiga janela deu lugar a uma espécie de balcão direto para a rua – e nela nasceu uma agradável esplanada. No interior, A Petiz continua pequenina e acolhedora – a fazer jus ao nome – mas com uma decoração mais atual.
- (Fotografia de Artur Machado/GI)
- (Fotografia de Artur Machado/GI)
A vitrina mostra, porém, que tamanho não é tudo, exibindo macarons de várias cores, muffins, bolos recheados, cheesecakes, bolas de berlim de alfarroba. Nos cestos atrás da montra encontra-se o pão e a fogaça, rainha da cidade, simples ou com pepitas de chocolate.
Agora, a casa também se apresenta como “petizcaria”. Durante todo o dia está disponível uma carta de petiscos assinada por Rui Santos, que inclui mini cachorrinhos, a sandes de leitão, bruschetta de salmão com abacate, prego no pão, amêijoa à Bulhão Pato, trilogia de hambúrgueres e o carpaccio de polvo.
Neste capítulo, a fogaça partilha também o protagonismo com recheios variados, como queijo da serra e presunto ou cogumelos e queijo brie. “Manda a tradição que se coma a fogaça com a mão, e não se corte com a faca”, avisa Rui, que a partir de novembro, vai juntar à carta a sapateira recheada e ainda outras novidades. Prova de que tradição e modernidade podem andar de mãos dadas.
Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.


