É difícil resistir a um bom prego, muitos concordarão. Ou a uma bela francesinha. Quando se cria um híbrido de ambos, está feita a receita para o sucesso. Que o diga Paulo Cruz, almadense e autodidata confesso, que abriu este verão a Pregaria Quarenta, a casa de pregos que quis oferecer ao bairro onde mora, na Amora, na Margem Sul. Batizado em homenagem à Invicta, O Da Ribeira (9,50€) é o petisco que junta o bife, linguiça, salsicha, ovo e queijo, ensanduichados em pão alentejano (ou bolo do caco, para quem preferir). O molho da francesinha vem servido à parte, para que cada um sirva à sua medida, ou para mergulhar a iguaria na taça, como um dip.
A ideia surgiu no ano passado, quando Paulo incluiu o tradicional prego na carta de um bar na Costa de Caparica que estava a gerir. “Notei que o prego estava ganhar visibilidade, vinham pessoas de Lisboa para o comer. É um petisco altamente português”, conta o proprietário. Na Quarenta, a dinâmica familiar está bem visível, desde a mãe, carinhosamente chamada de Zuca, a liderar a cozinha, e a mulher, Andreia, a tratar da decoração.

O Da Ribeira é um híbrido entre prego e francesinha, e uma das propostas da nova Quarenta. (Fotografias: Paulo Spranger/GI)

A Quarenta abriu este verão na Amora, na Margem Sul.

O responsável pelo espaço que mantém uma dinâmica familiar.
Este mesmo prego está na carta deste novo espaço. Os restantes são uma ode aos bairros tradicionais da capital, os mesmos que aparecem em imagens num ecrã. O Lá da Mouraria (8,50€) leva frango, molho de abacate e picadinho de cebola, o Mestre D’Bairro Alto (9,50€) junta bife do lombo em molho teriaky e malagueta. Há ainda o Lá N’Madragoa (8,50€), com cogumelos salteados, o bife de atum no Cais do Sodré e o mais recente, o Hiroshima, com salmão braseado.
Sabores que se provam ao som dos clássicos do fado, que vão encurtando a distância entre as duas margens do Tejo, enquanto se deita o olho ao jardim vertical e aos baloiços que dão vida a uma das paredes. O próximo passo é colocar uma esplanada à entrada.

Há diferentes variedades de pregos, do bife do lombo ao frango, cogumelos ou salmão, por exemplo.

Os baloiços e o jardim vertical que dão cor à entrada do espaço.
