Alpha Tauri: cozinha de autor com boa estrela, em Seia

O crocante de veado com puré de maçã e cogumelos salteados. (Fotografia: Miguel Pereira da Silva/Global Imagens)
Na Serra da Estrela, há um restaurante que dá novas roupagens aos sabores tradicionais, e onde tanto se admira a paisagem como o céu estrelado. Um bom pretexto para olhar para cima, à noite, é o nome: Alpha Tauri. A descobrir, em Seia.

Fica a cerca de 900 metros de altitude, qual miradouro, o edifício que Rui Mendonça mandou erguer na aldeia de Póvoa Velha, para onde se mudou em tempos, vindo de Lisboa. O objetivo era ter lá um restaurante, bem como a receção das Casas do Pastor, o alojamento que criou naquela povoação do concelho de Seia. E assim foi. Na sala panorâmica, com lareira e esplanada, funciona hoje o Alpha Tauri, espaço de cozinha de autor gerido pelo chef Filipe Pinto. Abriu em agosto de 2020, fechou em janeiro seguinte, devido à pandemia, e só retomou atividade em maio passado.

Filipe acompanhou desde o início aquele projeto, no Monte Santo Estêvão, onde apresenta as suas criações – com muitas pontes para os sabores locais. Na ementa, não faltam o cabrito assado à Serra da Estrela nem os pratos de caça (o mais pedido é o crocante de veado em cama de cogumelos e creme de maçã assada), mas há espaço para algumas surpresas, como o lombo de atum com legumes salteados e creme de pistacho. Para rematar, sobremesas como o estaladiço de requeijão com compota de abóbora e pinhões, servido com gelado de canela feito ali, artesanalmente.

O folhado de requeijão com doce de abóbora e pinhões.
(Fotografia: Miguel Pereira da Silva/GI)

Alpha Tauri é uma alusão à estrela que terá dado nome à serra, a mais brilhante da constelação de Touro, explica o chef, cujo percurso é muito diverso. Filipe Pinto trabalhou nas obras, foi mecânico de motos e monitor de natação. Pelo meio, prosseguiu estudos, acabando por enveredar pela área da restauração. A esplanada onde agora mantém um pequeno jardim, com amores-perfeitos, ervas aromáticas e frutos vermelhos, é cheia de atrativos: de dia, oferece vistas largas; à noite, o céu estrelado.

Histórias não faltam, mal se cruza aquela porta (aberta também a animais de companhia), e muito devido às peças que Rui Mendonça tem expostas. Há desde um moinho volante que pertenceu a um pastor de Pinhel até uma grafonola de 1903 ou uma mesa de marceneiro de 1967, oriunda de uma fábrica americana.

O restaurante fica num edifício panorâmico.
(Fotografia: Miguel Pereira da Silva/GI)

O espaço é petfriendly.
(Fotografia: Miguel Pereira da Silva/GI)

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