
Percorra a fotogaleria para conhecer os 30 restaurantes preferidos da Evasões em 2017. A numeração não corresponde a uma ordem de preferência.
(Fotografia: Pedro Sampayo Riberiro/GI)

1. FEITORIA, Lisboa
A capacidade do restaurante estrelado do Altis Belém para impressionar não é novidade. Este ano, contudo, o chef João Rodrigues introduziu uma surpresa bem-vinda para vegetarianos amantes de alta cozinha: o menu Terra, um cortejo de nove momentos pensado para a dinâmica, a sequência, a consistência, sem altos e baixos.
Prato após prato, desfilam a mesma diversidade de técnicas e matérias, de sabores e texturas, que desfilam num menu sem restrições, e isso é um trunfo assinalável, desde logo pela raridade: menus vegetarianos já vão havendo uns quantos; pensados em função do prazer à mesa, ao invés do mero «marcar presença», é que são um bem escasso. Chegou o tempo da alta cozinha vegetariana.
(Fotografia: Paulo Barata)

2. PRAYA, Faial
O trabalho de recuperação de um velho armazém no final do paredão da praia de Almoxarife vale, por si, só uma visita. O restaurante que lhe tomou o lugar, esse em pouco tempo se afirmou no Faial pela diferença e pela originalidade. Na ementa predominam os pequenos pratos, petiscos para partilhar, destacando-se especialidades como as chamuças vegetarianas, as lulas fritas com molho tártaro, os mini-hambúrgueres de lula e de novilho ou os peixinhos da horta e do pomar.
Para quem preferir refeições mais completas há sempre filetes ou lombo de peixe do dia braseado, rib-eye steak ou rodiões, um típico prato de carne desta ilha, temperado com vinho do Pico.

3. VIDAGO PALACE, Chaves
Menos de um ano após ganhar a estrela Michelin para o seu Antiquum, no Porto, Vítor Matos regressou às origens transmontanas. A tempo parcial, entenda-se: em junho, o chef nascido em Vila Real assumiu o lugar de consultor do restaurante do Vidago Palace Hotel, sucedendo a Rui Paula.
Para a mesa, Vítor Matos trouxe os produtos da terra, tanto os locais como os de outras regiões. «Cozinha portuguesa sensorial, que nos remeta para a infância e para sabores bem portugueses» foi o ponto de partida assumido pelo próprio. Além do restaurante principal do hotel-monumento, desenhou também a carta de petiscos do bistrô Garrafeira.
(Fotografia: Paulo Barata)

4. LAB BY SERGI AROLA, Sintra
Levava ano e meio de portas abertas quando conquistou a estrela Michelin, em finais de 2016. Porém, ninguém parou para saborear o triunfo: pouco depois, o restaurante experimental liderado por Sergi Arola (secundado até há bem pouco tempo por Milton Anes) encerrava para um período de pesquisa e reflexão, e só voltaria à vida já em vésperas de primavera.
Com as ideias no sítio, entenda-se: influência catalã, sabores de temporada, menus pensados para a experiência tudo como prometido desde o primeiro dia. Além do prato, a coreografia de sala, o acompanhamento de vinhos e o ambiente também a demonstrarem afinação. Nessa noite, soube-se, havia um inspetor da Michelin na sala. Nervosismo, nem vê-lo. A estrela, sem surpresa, repetiu-se este ano.
(Fotografia: DR)

5. EUSKALDUNA STUDIO, Porto
Depois de ter saído do restaurante Pedro Lemos, o chef Vasco Coelho Santos passou uma temporada na Ásia. A viagem inspirou-o para abrir este restaurante/laboratório de alta cozinha, onde os pratos são preparados em frente do cliente. Fui «perceber como funciona isto de cozinhar ao balcão e não é tão fácil como parece», diz. Mas, por isso mesmo, «é um desafio».
Quem vai jantar no Euskalduna Studio nunca sabe o que vai comer. O processo é o seguinte: reserva-se um dos oito lugares ao balcão ou um dos oito à mesa e especifica-se o que não se come. A partir dessas informações, o chef prepara um menu de dez momentos. Sempre uma surpresa.
(Fotografia: Pedro Granadeiro/GI)

6. NOMIYA, Viseu
Um restaurante japonês em Viseu? Sim, um restaurante de cozinha tradicional japonesa, com sushi e sashimi feito sem concessões. Quer isto dizer que por aqui os clientes dificilmente encontrarão fritos, queijo-creme ou os já (quase) tradicionais morangos – o tantas vezes apelidado de sushi de fusão.
O que se come? Sashimi de hamachi jalapeño, tiradito de robalo ou dourada com tartufo parmigiano, por exemplo. Peixe fresco, bem cortado e confecionado, e a prova, se preciso fosse, de que um restaurante japonês de qualidade não tem que estar obrigatoriamente junto ao mar nem numa grande cidade. Viseu é uma grande cidade.
(Fotografia: Paulo Spranger/GI)

7. FERNANDO, Castro Marim
Fernando Nunes não está para modas. Antes lhe importa a confiança naquilo que serve, vai para um quarto de século, no restaurante que batizou com o seu nome. Se o assunto é mar, é difícil superá-lo. Mas a serra algarvia também ali desfila. É uma felicidade entrar pela primeira vez numa casa assim, onde tudo é bom, ainda para mais com um anfitrião cuja maior felicidade é ouvir do cliente «Sr. Fernando, o que vou comer hoje?».
O que se segue traz, por isso, sabor a novidade: feijoada de aparas de atum, caldeirada de espinheta, cabeça de cherne, carabineiros de antologia, o que calhar. E o que calhar será sempre um festim para quem adora o mar dá.
(Fotografia: João Mestre)

8. PEDRO LIMÃO, Porto
Em apenas quatro meses, Pedro Limão deixou o Algarve e regressou ao Porto para assentar arraiais no bairro do Bonfim e criar um restaurante onde a criatividade dita as regras. Ao cabo de nem um par de meses, já estava de novo a revolucionar tudo. «Estava cansado e decidi mudar o menu todo no fim de semana. Foi uma decisão repentina.»
A sua cozinha, tal como a sua vida, é feita de repentismo e risco. Os nomes dos pratos são simples – o tamboril, o cogumelo, a costela – e é também dessa forma que descreve a sua cozinha: «O que depois a torna complexa é a diversidade daquilo que se põe no prato.»
(Fotografia: Pedro Granadeiro/GI)

9. TERRAÇO 23, Lisboa
Teve vida curta no Torel Palace (apenas no verão), mas foi o suficiente para dar a provar a adaptação do prato norte-americano chicken and waffle de Bernardo Agrela, com farinha de banana e frango cozinhado a baixa temperatura.
Agora, o chef prossegue com outras combinações improváveis no piso subterrâneo da Cave 23, mas quem passou pelo Terraço nos meses quentes pode ainda lembrar-se dos croquetes de cozido que entretinham a boca, acompanhados por um cocktail. Este inverno, o bar-restaurante talvez continue dentro de portas do hotel com uma nova vida. A vista impressionante, essa, continua lá e pode até ser uma das mais desconhecidas da cidade.
(Fotografia: Orlando Almeida/GI)

10. CERVEJARIA LIBERDADE, Lisboa
Quem vai a um hotel, neste caso o Tivoli Lisboa, não vai à procura de uma cervejaria, certo? Errado. A antiga Brasserie Flo mudou de nome, revolucionou o espaço e o conceito, e transformou-se em cervejaria.
É ligeiramente mais cara e requintada do que uma cervejaria de bairro – e o mais certo é que na cervejaria do bairro não sirvam sushi, sashimi, nem bife tártaro –, mas não deixa de ser uma cervejaria. Destaque para o banca de gelo no meio da sala recheada de peixe e marisco. O prego do lombo no pão também lá está, naturalmente.
(Fotografia: DR)

11. VILLA TAMARIZ, Cascais
Ver a luz do Sol a descer sobre o areal, a partir dos janelões do palacete, é cenário para ficar na memória ligado ao nome da Villa Tamariz. Desde que a gestão do edifício da praia homónima foi entregue ao Penha Longa Resort que ali se fazem almoços informais na esplanada e, no primeiro andar, jantares com vista sobre o oceano.
No inverno, o entardecer antecipado não deixará ver o Sol baixar, mas a vista merece visita o ano inteiro, até porque os menus de degustação têm preços muito convidativos, a partir de 25 euros. Este verão, o ovo a baixa temperatura com manteiga de farinheira e a pavlova em molde de pão de forma foram dois pratos a fixar.
(Fotografia: Living Allowed)

12. MUU, Porto
Ao lado da casa de petiscos Tascö, o seu primeiro restaurante, Miguel Rizzo e Telmo Melo abriram o Muu, espaço dedicado à carne bovina que se destaca pelo serviço atento e pouco formal, pelo conforto e pelos pratos elaborados com produtos de excelência e muita técnica.
A cozinha está a cargo dos chefs João Ribeiro e Gabriel Gil – ambos já com carreiras em restaurantes de carne. A carta apresenta também um bife de atum e um prato vegano, La Galantine, uma mistura de vários legumes e tofu. Para ninguém se sentir excluído.
(Fotografia: Pedro Correia/GI)

13. LEOPOLD, Lisboa
Tiago Feio e Ana Cachaço, parceiros de vida e sócios, deixaram para trás o antigo Leopold na Mouraria e passaram a novo capítulo, agora quase paredes-meias com o castelo de São Jorge.
Minimal e autoral, são apenas quatro mesas – uma comum de oito lugares, duas mais pequenas de quatro assentos cada e uma outra, numa salinha contígua, onde cabem mais seis – para um total de 22 pessoas, sendo que existe apenas um menu de degustação ao jantar, de quarta a domingo.
(Fotografia: Gonçalo Villaverde/GI)

14. CANTINA PERUANA, Lisboa
José Avillez cedeu o primeiro andar do Bairro do Avillez, sobre o Páteo, para que Diego Munõz e o seu braço-direito, Yuri Herrero (ambos passaram pelo famoso Astrid y Gastón, em Lima), desenvolvessem um conceito de cozinha peruana ao mesmo tempo abrangente e acessível.
Noutras palavras: que coubesse naquilo que se entende no país deles por cantina, ou seja, lugares agradáveis de cozinha bem executada e porções pensadas para serem partilhadas.
(Fotografia: Bruno Calado)

15. T – FOOD, WINE & FUN, Santo Tirso
No centro de Santo Tirso aterrou um restaurante que marca a diferença no cenário gastronómico da cidade, riquíssimo em comida tradicional. Aqui a cozinha é moderna, de autor, saindo diretamente da criatividade da chef Ana Coelho, que abandonou uma carreira ligada à criminologia para seguir a sua verdadeira paixão.
Como boa comida pede bom vinho, a garrafeira conta com mais de cem referências. Também é de assinalar a arquitetura do espaço, um edifício de dois pisos com paredes em pedra e tabiques de madeira à vista.
(Fotografia: Miguel Pereira/GI)

16. TAPISCO, Lisboa
Localização certeira no Príncipe Real, no lugar da antiga Padaria Taboense, e o nome de Henrique Sá Pessoa, sobejamente conhecido, foram os primeiros trunfos.
A ementa, que alterna petiscos como o choco frito, as saladas de polvo e ovas ou amêijoas à Bulhão Pato com tapas como as patatas bravas, as croquetas de jamón ibérico ou os huevos rotos, fez o resto – é uma cozinha simples, praticamente sem artifícios, capaz de agradar a um leque muito variado de pessoas.
(Fotografia: DR)

17. TASQUEIROS SEM LEI, Santa Maria da Feira
O ambiente é familiar e os produtos portugueses. A carta transborda comida tradicional, feita numa pequena cozinha «sem cortina», à vista dos clientes. O sabor não engana nesta tasca à moda antiga. As papas de sarrabulho em malgas de barro são como devem ser, densas e encorpadas. As bochechas de porco, com fatia de queijo da serra, desfazem-se na boca, e o fígado da vitela ensopa numa cebolada. Há também canja de galinha, chanfana de borrego e migas de tomate.
Comida genuína numa casa que prima pelos sabores antigos. Catarina é a cozinheira, Alexandre o conselheiro dos vinhos. E para fazer jus ao nome, vestem-se ao estilo dos tasqueiros dos anos 1920. Ela de saia comprida, blusa e touca. Ele de suspensórios e laço ao pescoço.
(Fotografia: Maria João Gala/GI)

18. ALMEJA, Porto
O Almeja abriu no final de novembro e explora o conceito de casual fine dining. É um projeto de João e Sofia Cura e surgiu no espaço onde outrora existiu a casa de chás A Japoneza. Esse património é, de resto, visível nos pormenores que marcam a decoração. Um embrulho que agrada aos olhos e que está à altura daquilo que, a seguir, convence a barriga.
Vamos querer acompanhar o percurso de João Cura. O chef de 28 anos, e com um currículo invejável, propõe uma cozinha com «respeito pelo produto» e deita mão a ingredientes que, existindo por cá, não são muito conhecidos dos portugueses. Do menu de degustação, fazem parte o peixe de pesca à linha e a carne arouquesa com 45 dias de maturação, pratos também disponíveis à carta.
(Fotografia: Pedro Kirilos/GI)

19. PESCA, Lisboa
Marcou o regresso de Diogo Noronha a uma cozinha mais autoral e conceptual, que anda quase toda à volta do que nos chega do mar – além do peixe da costa portuguesa, também marisco e bivalves.
De projetos passados, Noronha trouxe, entre outros, Nélio Mendes para chefiar a cozinha, Clayton Ferreira para a pastelaria, Fernão Gonçalves para o bar e Vagner Costa para a sala. O restaurante tem uma janela aberta para a rua, só com cocktails e ostras, que funciona do meio-dia à meia-noite.
(Fotografia: Leonardo Negrão/GI)

20. TERRAÇO BY RUI PAULA, Lisboa
O restaurante, no último piso do Tivoli Avenida da Liberdade, revelou-se a tempo do verão mais luminoso, com janelas de alto a baixo e uma área coberta no exterior.
O chef escolhido foi Rui Paula, com três restaurantes no eixo Porto-Douro (entre eles a Casa de Chá da Boa Nova, distinguida com uma estrela Michelin), ansioso por deixar a sua marca mais a sul. A carta é composta por nove entradas, quatro pratos de peixe e de carne, mais cinco sobremesas.
(Fotografia: Gonçalo Villaverde/GI)

21. ENCANADA, Ponte de Lima
Há de ser a cozinheira mais distinta do vale do Lima, esta senhora de 75 anos que recebe os clientes com a mesma gentileza tranquila, quer sejam os primeiros ou os últimos a chegar ao Encanada. Rosa Martins lidera o restaurante há 50 anos, assim como a equipa familiar que por ele se distribui, com a missão de fazer chegar sempre irrepreensíveis à mesa as especialidades de Ponte de Lima, nomeadamente aquele que – tal como a sua guardiã – bem pode ser o mais distinto sarrabulho da região.
As travessas são de uma apresentação impecável, o sabor fresquíssimo e preciso, e a sala sempre mimada pelo serviço de grande atenção e bom humor, que acerta também no conselho de vinhos. É um lugar para voltar muitas vezes.
(Fotografia: Pedro Granadeiro/GI)

22. PRAIA DA LUZ, Porto
Abriu enquanto cafetaria-esplanada em 1988 e é uma referência na Foz. No último ano ganhou um restaurante de cozinha de autor, uma evolução da parceria que os donos já mantinham com o chef consultor Luís Américo. A remodelação dotou o espaço de uma cozinha técnica maior e atualizada, e houve também investimento na equipa. A palavra de ordem é «partilhar» e as doses são generosas.
O perfumado húmus com legumes e azeite fumado, a feijocada de polvo com arroz basmati e a banana caramelizada com gelado de caramelo salgado, chocolate e crumble de avelã são alguns dos pratos de uma carta eclética. A lista de vinhos tem mais de 80 referências e privilegia o Douro e projetos-boutique.
(Fotografia: Pedro Granadeiro/GI)

23. CHUTNIFY, Lisboa
A escolha da capital portuguesa para abrir o primeiro Chutnify fora da Alemanha deveu-se em parte ao facto de termos uma maior ligação (e apreço) à cultura indiana.
Aparna Aurora, a proprietária, prefere uma cozinha mais fresca (mistura pratos do Norte e do Sul da Índia), menus curtos com propostas rápidas e económicas para os almoços e jantares à la carte (opção de menu de degustação por 28 euros por pessoa, em seis tempos).
(Fotografia: Paulo Spranger/GI)

24. RIA, Loulé
A esta mesa com vista para um aquário de marisco e para a piscina do hotel Anantara chegam, acima de tudo, o peixe e mariscos mais frescos, escolhidos pelos chefs nas bancas do mercado de Loulé. A dourada grelhada escalada à frente dos clientes vem cheia de sabor, tal como as gambas cozidas, as amêijoas à Bulhão Pato ou as ostras da ria Formosa, a que o restaurante presta tributo no nome.
Na companhia de um vinho branco bem fresco, escolhido pelo «guru do vinho» do resort, estão reunidas condições prolongar, pelo menos por mais algumas horas, a estada no hotel.
(Fotografia: Sara Matos/GI)

25. LARGO DO PAÇO, Amarante
É uma pena que os inspetores do Guia Michelin não tenham visitado o Largo do Paço a tempo de provar a primeira carta de inverno de Tiago Bonito. Não precisaram, contudo, de provar estes menus para lhe atribuir a primeira estrela Michelin da carreira, renovando a distinção do restaurante. Mas quem pode prová-los ficou a conhecer, através do paladar, boa parte da história da vida deste chef nascido e criado numa aldeia de Montemor-o-Novo, pelo grande talento que Tiago tem em criar narrativas em forma de sabores, texturas, aromas – aquilo a que chama a sua cozinha de memórias.
Os perfumes da cozinha de fumo onde a mãe fazia o queijo, do forno onde o avô assava lentamente o leitão, do campo onde cresceu um rapazinho apaixonado pela cozinha desde cedo, do mar onde tantas vezes pesca. Uma carta a deixar memórias a quem a saboreia.
(Fotografia: Pedro Sampayo Riberiro/GI)

26, SALMORA, Loulé
Poucos são os restaurantes com a cozinha totalmente aberta para a sala, visível de todos os ângulos e até em écrãs com transmissão em direto. Assim é o Salmora – Live Kitchen & Bar, aberto na zona da marina de Vilamoura desde o verão de 2015.
A carta, desenhada pelo chef Manuel Perestrelo e com Daniel Azenha no comando, tem cone de tártaro de atum, açorda verde de amêijoas da ria Formosa e ceviche de peixes brancos. Autênticos tesouros, acompanhados de cocktails, num sítio onde os menus encarecidos para turistas imperam.
(Fotografia: DR)

27. O WATT, Lisboa
A localização na nova sede da EDP fez que Kiko Martins soubesse à partida duas coisas: a energia teria de ser o principal mote e o design de interiores seria assinado pelo britânico Jasper Morisson.
Saiu-se com uma cozinha de inspiração mundial, como tanto gosta, mas toda à base de crus, grelhados e pratos a vapor sem recorrer a gorduras saturadas ou a açúcares refinados – mesmo no caso das sobremesas, em que se optou, por exemplo, por tirar proveito do doce das frutas.
(Fotografia: Jorge Amaral/GI)

28. PEDRA E SAL, Setúbal
É um dos mais recentes e bem-sucedidos restaurantes da Baixa de Setúbal, iniciativa do chef Vasco Alves e do seu sócio Rui Almeida, que ali contam com João Oliveira como chef residente.
O bife assado no forno Josper e servido sobre uma pedra de sal (proveniente da mina de sal de Loulé) é a estrela da carta, mas não têm faltado bons argumentos para lá voltar, seja para comer na sala forrada a madeiras e cordas, ou na esplanada, com vinhos da região no copo. Em cima funciona um hostel, tudo num edifício recuperado do século XIX.
(Fotografia: Paulo Spranger/GI)

29. ESPAÇO EM CENA, Santa Maria
É um dos mais recentes na ilha, e aos poucos tem-se assumido como alternativa à restante oferta, pela sua filosofia de alimentação saudável e sustentável. Além de restaurante, é também loja, galeria, escola de dança e «projeto de vida» de João Ricardo e Bárbara Ramalho.
Ambos cozinham, coisas como salteado asiático em concha de tortilha e filet mignon de carne mariense de pastagem, com manga e molho de mostarda e mel. «Não somos um restaurante de alfaces», alertam com humor, apesar do indisfarçável orgulho na horta biológica que têm ali ao lado.
(Fotografia: Fernando Marques)

30. MITO, Porto
O encerramento do Tenra em fevereiro foi o pretexto perfeito para chef Pedro Braga fazer o gosto à vontade de ter um restaurante seu. Reorganizou ideias e, nem meio ano depois, abria o Mito. «Todos os pratos têm um pouco de mim, da minha experiência e das minhas viagens», explica.
Significa isto que a herança das steakhouses está presente, assim como a influência asiática e o à-vontade de cruzar latitudes, caso do arroz de tamboril com molho sriracha. Ou da rabanada de chá matcha com gelado de bacon e xarope de ácer. O restaurante, esse procura fazer da refeição uma experiência descontraída, descomplexada, despretensiosa.
(Fotografia: Pedro Granadeiro/GI)
Chegou a altura dos balanços no que toca à comida. De norte a sul do País, e até nas ilhas, percorra a fotogaleria acima para ficar a conhecer os 30 restaurantes preferidos da equipa da «Evasões» em 2017.