Roberto já trabalhava em restauração, tendo passado por alguns restaurantes dedicados à carne. Surgiu então a oportunidade de se aventurar a solo com a mulher, mas o restaurante esteve pouco tempo aberto. A pandemia chegou, o que trocou as voltas ao negócio.
Os fechos e as aberturas condicionaram o crescimento do restaurante. Mas o projeto não se perdeu. “Fomos conseguindo aos poucos fazer o caminho com o take-away e muita entrega ao domicílio, o que continuamos a fazer. Apesar de tudo, fomos fazendo publicidade e demos a conhecer a nossa comida”, conta. Isso estimulou a curiosidade do público.
As carnes são um grande chamariz de casa. Trabalham com maturações de, no máximo, 40 dias – a maturação é feita na casa -, e cortes de referência com o t-bone, o costeletão, o tomahawk e o bife de vazio maturado. A par disso, criaram uma francesinha que se propôs a ser diferente. “O molho foi desenvolvido por mim e pela minha esposa, sobretudo por ela. Eu só dei uma ajuda. Foi ela a mentora”, diz.

Roberto Santos, proprietário. (Adelino Meireles/Global Imagens)
Queriam fazer algo não convencional e com muita qualidade. Este é baseado no molho poveiro, “com um travo mais adocicado, um pouco diferente dos do Porto”. Fizeram ensaios até chegar à receita final, picante qb, até porque não queriam que fosse tão doce como o poveiro. O recheio é com bife de vitela, salsicha fresca e linguiça, como manda a tradição.
Sabores tradicionais
Além das carnes maturadas e da francesinha, não falta comida tradicional, como pratos de bacalhau e de polvo. Mas um dos que tem mais saída é mesmo a picanha.
