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Eddie’s Klub, o bar portuense onde se promove a paixão pelo whisky

Eddie DeSousa ao balcão do seu Eddie's Klub, o primeiro bar inteiramente dedicado ao whisky no Porto. (Fotografia de Leonel de Castro/ Global Imagem)

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Desde que abriu as portas do seu bar há quase dois meses, Eddie DeSousa já ouviu muitas vezes “eu não gosto de whisky”. Atrás do balcão, responde com confiança: “bem-vindo, vamos mudar isso”. Muitas pessoas, considera, “tiveram más experiências”. Por isso, no seu Eddie’ s Klub, o bartender faz questão de aconselhar a melhor forma de aproveitar “as qualidades máximas” da bebida. Natural de Guimarães, Eddie passou os últimos anos em Londres, onde trabalhou em bares dedicados a esta espirituosa, como o Boisdale ou o Milroy’s of Soho. Esta é a mais antiga loja de Londres – abriu em 1964 – especializada em whisky. “Quando o meu antigo patrão pegou naquele negócio, decidiu abrir um whisky e um cocktail bar e precisava de alguém para tomar conta. Não pensei duas vezes”, diz Eddie. Já antes, o bartender tinha passado uma temporada na Escócia a fazer formação, tendo sido certificado como “Whisky Ambassador”.

Eddie’s Klub é um novo bar de whisky e charutos na rua Mártires da Liberdade.
(Fotografia de Leonel de Castro/ Global Imagem)

Esteve quatro anos a trabalhar Milroy’s até que veio a pandemia. “Fui para casa e comecei a pensar em voltar para Portugal e ter o meu espaço”. Pensou também que apesar de ser a espirituosa mais vendida cá, não havia nenhum bar especializado. “Era uma falha do mercado que precisava de ser colmatada”, conta. Nasceu assim o bar, que no andar de cima (depois das obras necessárias) será também clube de whisky e charutos, outra das paixões de Eddie. Para já, é um balcão comprido, de frente para prateleiras com 100 referências de whisky – escoceses, irlandeses, americanos, japoneses, entre outros.

Para servir, não há formalidades mas há boas práticas. “Sirvo sempre num copo de prova, afunilado, e com um copo de água fria ao lado. Esta é extremamente importante para tornar mais fácil a prova, renovando o paladar e fazendo com que os aromas se percebam melhor”, diz. Pode pôr-se gotas de água, mas quanto ao gelo, sugere que se prove primeiro sem. “Com o frio, os aromas contraem, por isso a capacidade de os detetar desvanece”, explica. “Mas não há obrigatoriedade, as pessoas têm o direito de beber como gostam”, considera. Além de querer mostrar o melhor desta bebida, Eddie luta também contra alguns preconceitos. “Quero desconstruir a ideia de que o whisky é uma bebida para homens. Historicamente, e hoje em dia, há muitas mulheres ligadas à indústria e à produção de whisky”, conta. De resto, o paladar não tem género.

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