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Susana Pinho, uma enóloga nascida e criada na Bairrada

Susana Pinho dirige a equipa de enologia das Caves do Solar de São Domingos, onde entrou como técnica de laboratório. Fotografia: Maria João Gala/GI

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Susana Pinho começou a vindimar logo em miúda, ou não fosse da Bairrada, onde é costume produzir vinho para consumo próprio e receber as visitas com uma taça de espumante. “Fazíamos a vindima e depois íamos pisar as uvas para o lagar, era muito engraçado”, recorda a enóloga, de 41 anos, que só começou a beber e a aproximar-se realmente das áreas da vinha e da enologia quando foi estudar Ciências Agrárias, em Castelo Branco.

Terminado o curso, encontrou emprego perto de casa, nas Caves do Solar de São Domingos, em Anadia. Entrou como técnica de laboratório e hoje lidera a equipa de enologia da empresa, que desde 1937 cria vinhos, aguardentes velhas, aguardente bagaceira e, claro, espumantes. Estes últimos, feitos através do método clássico (segunda fermentação em garrafa, com leveduras livres), representam já 60% da produção.

“De ano para ano, a vindima é diferente, os vinhos são diferentes, há desafios; é muito enriquecedor”, diz Susana, acrescentando que um bom enólogo tem de estar atento e agir no momento certo, “tem de provar hoje a pensar no amanhã”.

É um trabalho que requer versatilidade e constante evolução: é preciso ler, pesquisar, ir atualizando conhecimentos. “Não passamos o dia todo a provar vinhos”, esclarece ela, que acompanha o processo de produção por inteiro. As suas tarefas vão desde decidir qual é o momento da vindima até que lotes são feitos, sem esquecer o contacto direto com clientes. Nas horas de lazer, mantém a ligação à terra, cultivando legumes e flores.

As Caves do Solar de São Domingos.
Fotografia: Maria João Gala/GI

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