Radioclube Agramonte: vinil, cerveja e música ao vivo num espaço plural

Radioclube Agramonte, no Porto (Fotografia de Leonel de Castro)
Quatro amigos unidos pela vontade de partilha, pela cerveja artesanal e o gosto pela música juntaram-se para abrir o Radioclube Agramonte, um bar longe do rebuliço da Baixa portuense, com um largo jardim e concertos.

Antes da pandemia, Rafael, Miguel e Nuno juntavam-se no Dickens, pub ao estilo inglês dedicado às cervejas do mundo, na Avenida da Boavista – de vida curta, deixando “órfão” o grupo de amigos. “Sugeri ao Miguel [Mota Freitas] que podíamos ficar com o bar, mas quando decidimos, já tinha sido arrendado”, conta Rafael Castro Lopes, que agora gere com Miguel, Nuno Pereira e Kevin Bowman o Radioclube Agramonte (RCA), instalado no Espaço Agra, no Campo Alegre, que junta, no mesmo edifício, um estúdio de gravação, uma loja de discos, uma companhia de dança, outra de circo e um espaço de coworking.

Quem passou o “bichinho” da cerveja artesanal ao grupo de amigos foi o californiano Kevin Bowman, que Miguel conheceu durante o mestrado em Madrid, e que se mudou para o Porto para abraçar este projeto. “Isto já era um restaurante e também tinha campos de squash e uma piscina”, diz Rafael. Os campos de squash desapareceram e a piscina, que integra um jardim exterior largo e apetecível nos dias de sol, está tapada.

O bar abriu, em modo discreto, em fevereiro, e se as cervejas artesanais foram o ponto de partida, rapidamente os quatro sócios acrescentaram ao projeto a música ao vivo, o vinho e a comida. “Temos muitas cervejas artesanais portuguesas à pressão, mas já não somos só conhecidos por isso.” Aos fins de semana há concertos ou atuações de DJ, tudo projetos locais e originais de roupagem mais alternativa.

De resto, o bar quer promover a socialização também através da música, convidando os clientes a escolher um dos muitos vinis que a casa possui para ser a música de fundo – e aqui só se ouve mesmo música nesse suporte. Além da cerveja, há várias propostas de vinho, incluindo de pouca intervenção, e também kombuchas (com e sem álcool), sidra e cocktails à pressão: mescal tangerina, uísque framboesa e gin tónico.

À hora do almoço, o RCA cede lugar à cozinha do Espaço Agra. Conta Rafael que os proprietários do Agra achavam um “disparate não servir almoço, porque há muita gente ali a trabalhar”. Ao fim da tarde, a cozinha entra em parceria com o RCA, que abre às 17 horas, para servir pratos como tortilha, caril de camarão ou fonduta com massa e parmesão. Nos snacks há húmus, bolinhos de bacalhau, arancini de pato, tábua de queijo e katsu sando.

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