Lá dentro, com as janelas abertas para a varanda e de cara lavada, está mais luminoso do que nunca. O espírito boémio portuense continua o mesmo.
Antigamente, e porque “só abria às 21 horas, o terraço não era utilizado, por causa do barulho e da vizinhança”, explica Paulo Pires, proprietário deste que é um dos bares mais antigos da cidade (abriu em 1987).
Desde o ano passado que integra a lista das lojas históricas protegidas pelo programa municipal Porto de Tradição. E há muitas razões para isso, sendo uma delas as famosas noites de poesia da Cave, às segundas-feiras, fundadas pelo já desaparecido poeta Joaquim Castro Caldas, e agora dirigidas pelo ator Rui Spranger. Por lá e ao longo das últimas décadas passaram escritores que se tornaram referências da literatura contemporânea portuguesa.
(Fotografia de André Gouveia/Global Imagens)
Mesmo durante o tempo que esteve de portas encerradas devido à pandemia, os eventos mantiveram-se online. A poesia já voltou mesmo à cave, mas ainda com lotação limitada e por inscrição. Já antes do confinamento, o Pinguim tinha encerrado para algumas obras que o deixaram mais apelativo sem perder a personalidade. A entrada foi modificada e agora é uma grande porta de vidro de correr que torna a relação entre a rua e o espaço mais apelativa.
Lá dentro, as paredes de granito continuam a receber exposições. A esplanada – onde há concertos de fim de tarde em formato acústico – foi decorada com plantas e os bancos almofadados imprimem ainda mais conforto. Outra novidade é o Cantinho da Panela. Quem quiser ir lá preparar petiscos é só contactar o bar. A seleção de bebidas – com variedade e qualidade – continua a ser uma das marcas da casa. Gins, cervejas, rums, cocktails: não falta nada.
Rua do Belomonte, 65 (Clérigos).
Tel.: 916048413. Web: facebook.com/PinguimCafe
Das 16h30 às 23h45; sexta e sábado abre às 15h30; segunda abre às 21h30. Encerra à terça-feira.