Osvaldo Amado, produtor de vinhos com a biblioteca muito bem arrumada

Osvaldo Amado na sede da Global Wines, em Carregal do Sal, onde passa a maior parte do tempo. Fotografia: Maria João Gala/GI
Um bom enólogo alia olfato, memória e muita prática. Quanto mais vinhos for fazendo e provando, mais arruma a sua biblioteca. Quem o diz é Osvaldo Amado, enólogo e produtor premiado, cujo descanso é fazer BTT.

Sonhava ser piloto voador, mas acabou em altos voos no mundo do vinho. Osvaldo Amado, enólogo premiado (soma mais de 2100 distinções nacionais e internacionais), já fez vinhos em quase todas as regiões de Portugal e também em Espanha, Itália, África do Sul. Atualmente, é o diretor de enologia da Global Wines, detentora de marcas como Cabriz, Casa de Santar ou Quinta do Encontro, e ainda assume funções na Adega de Cantanhede, ao abrigo de um acordo entre as duas instituições.

O enólogo sente-se responsável por todos os vinhos que produz, do mais especial ao de 3,50 euros.
Fotografia: Maria João Gala/GI

Osvaldo, de 56 anos, 25 deles como enólogo chefe, lançou no ano passado a sua marca de vinhos especiais, Raríssimo by Osvaldo Amado. Mas sente-se ligado a todos os vinhos que produz, nos diferentes segmentos, e quer que sejam cada vez melhores. “O vinho que me dá mais trabalho e preocupação é o de 3,50 euros, porque tem de ser consistente e o melhor do seu segmento; o juiz é o consumidor final”, revela.

A seu ver, o que distingue um bom enólogo é uma junção de olfato, memória e muita prática. “Quanto mais vinhos faz e prova, mais rica fica a sua biblioteca”, defende, acrescentando que pode não saber números de telefone de cor, mas é capaz de dizer o que é que 300 cubas têm dentro, conhece o perfil de todos os vinhos ali.

A sala de provas é “onde tudo acontece”.
Fotografia: Maria João Gala/GI

Osvaldo Amado nasceu em Angola e, aos 14 anos, foi viver para a Mealhada. Fez o curso de Engenharia Agrícola em Coimbra e podia ter seguido outro caminho, se não tivesse estagiado na Estação Vitivinícola da Beira Litoral: gostou e foi convidado a ficar. O tempo livre é dedicado à BTT. Enquanto pedala na natureza, limpa a cabeça e aspira outros aromas – a caruma, pinha, eucalipto.

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