Nova aquisição da Winestone e vintages com tempo

David Baverstock, diretor de enologia da Winestone (Fotografia de Adelino Meireles)
A Winestone apresentou a sua mais recente aquisição: a Quinta do Retiro Novo, de onde saem os vinhos do Porto Krohn. Houve prova vertical dos vintage da casa e apresentação das novidades do portfólio da empresa, que conta já com cinco quintas.

A ambição de se tornar um dos principais grupos de vinho de Portugal fez a Winestone (Grupo José de Mello) adquirir mais uma propriedade. Desta vez a Quinta do Retiro Novo, que estava nas mãos da Fladgate desde 2013, e para a qual há um projeto de reestruturação e recuperação para a produção de vinhos tranquilos, além dos portos Krohn. Agora, a empresa está presente em várias regiões vitivinícolas: Alentejo, com o projeto original Quinta da Ravasqueira; Lisboa, com a Quinta de Pancas; Vinhos Verdes, com a Quinta do Paço de Teixeiró; e Douro, com a Quinta do Côtto e a Quinta do Retiro Novo.

À frente da equipa de enologia está David Baverstock, que em 2022, depois de muitos anos na Herdade do Esporão, integrou a Ravasqueira: “Entrei a pensar que ia ter uma vida calma, e até foi nos primeiros dois anos… Mas precisava de um projeto destes para dar continuidade à minha carreira”. Baverstock faz parceria nas lides enológicas com Vasco Rosa Santos (enólogo e administrador) e Ana Filipa Pereira (enóloga assistente), mas cada projeto tem a sua equipa específica e autónoma, para preservar a identidade de cada quinta e região.

Nesta celebração de um ano de atividade da Winestone, o grupo apresentou a nova aquisição e também os portfólios das quintas, que foram reorganizados com algumas novidades, como referências de branco da Quinta do Côtto ou o Cabernet Sauvignon da Quinta de Pancas.

O momento mais alto da apresentação foi a prova de Portos vintage Krohn, de stocks herdados com a compra da quinta. Marca conhecida mais pelos seus tawnies, principalmente os colheita, foi, ao longo das décadas, fazendo também vintages. Na prova vertical, serviu-se o mais recente vintage de 2022, que ainda não está no mercado mas já foi aprovado para esta categoria de vinhos. “As nossas uvas têm potencial para produzir vintages de qualidade”, considera Baverstock. “Estamos aqui há pouco tempo mas já deu para perceber que o perfil dos Portos da Krohn é elegante, bastante aromático e perfumado, com boa estrutura mas não tão concentrado como outros. O de 2022 ainda não está polido. Vai ser um vinho para guardar e será espetacular daqui a 15 ou 20 anos”. Esse potencial confirmou-se nos vinhos seguintes, o de 2017, 2003 e os mais envelhecidos, de 1970 e 1960, que já estão no seu estado ótimo, “de cor cobre, complexos em aromas e sabores, e equilibrados, com um lado seco, balsâmico e herbal”.

Quinta do Retiro Novo
(Fotografia de Adelino Meireles)

Nos próximos anos, a quinta vai ver as suas adegas tradicionais recuperadas e começará a produzir também vinhos tranquilos. E tanto nesta quinta como nas outras aquisições do grupo, haverá uma aposta no enoturismo, que para já só existe na Ravasqueira.

Winestone
Web: winestone.com

Porto Krohn Vintage:
2017 – 70 euros
2003 – 90 euros
1970 – 340 euros
1960 – 420 euros

Novas referências:
Quinta de Pancas Cabernet Sauvignon 2022 – 15 euros
Quinta do Côtto Reserva Branco 2023 – 17,25 euros
Paço de Teixeiró Vinha de Souzais 2023 – 16,99 euros



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