A cor encarnada acompanha o sabor intenso deste Bloody Maria, capaz de deliciar os apreciadores de um dos grandes clássicos da mixologia. “Este cocktail não é da nossa autoria. Nós pegámos numa versão do Bloody Mary feita com tequila [em vez de vodca] e fazemo-lo com tequila e mezcal, e adicionamos uma ostra como garnish”, explica Bruno Cabral, um dos bartenders e sócios do novo Imprensa, desde junho na Baixa.
“O mezcal e a tequila dão-lhe um travo fumado e mais corpo”, continua Bruno, que se veio juntar ao grupo de amigos fundadores do Imprensa, aberto em 2020 na Rua da Imprensa Nacional (Príncipe Real). “O sumo de tomate que usamos para o Bloody Mary também tem ingredientes diferentes: leva coentros, pimento grelhado e pasta de rábano, entre outros”. O sumo de limão fresco refresca a base alcoólica.

(Fotografia de Carlos Pimentel/GI)
A ostra – aposta forte da casa, ou não fosse o Imprensa um oyster bar – remata o cocktail no topo e deve ser comida intercaladamente, uma vez que a gordura “ajuda a cortar o sabor forte do cocktail”, que por ser intenso e picante está longe de ser consensual. As ostras, produzidas no Sado, são abertas à frente dos clientes e servidas numa cama de gelo com limão fresco e Bloody Mary como temperos.

(Fotografia de Carlos Pimentel/GI)

(Fotografia de Carlos Pimentel/GI)
Neste novo Imprensa, marcado por um balcão de madeira e ferro e néons, vale a pena olhar para os seis cocktails de autor, batizados com nomes de tipos de letra. O Baskerville, a título de exemplo, leva mezcal, pepino, gengibre, lima e uma solução salina, é fresco e apresenta um sabor “equilibrado entre o doce e o sour”, explica, por sua vez, o bartender João Silva. Além dos cocktails, a carta propõe uma dezena de referências de vinhos nacionais (alguns naturais e biodinâmicos), de pequenos produtores, que podem ser provados no interior ou na esplanada.
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