Na nova garrafeira de Lisboa cabem 900 vinhos de todo o mundo

Na nova garrafeira de Lisboa cabem 900 vinhos de todo o mundo
Com quase mil referências, de 15 países, a Wines By Hearts assume-se como «garrafeira sem fronteiras», no coração alfacinha. Também há vinho a copo e harmonizações de comida.

Debaixo deste mesmo teto, junto à Avenida da Liberdade, vivem 900 vinhos de todo o mundo. Na nova Wines By Heart, que se assume como uma «garrafeira sem fronteiras», ecletismo é palavra de ordem, quer se trate das referências de 15 países, tanto de grandes casas como de pequenos produtores, ou se refira a preços. Ainda que se posicione num nível médio-alto, a verdade é que no novo espaço lisboeta há garrafas para todas as carteiras: dos cinco aos sete mil euros. Metade das referências são portuguesas e há colheitas naturais e biodinâmicas.

«A beleza do mundo está na diversidade», explica Guilherme Corrêa, que fundou esta garrafeira com três amigos de longa data, Igor Beron, Henrique Mignoli e Rômulo Mignoli. No Brasil, já estava no mundo vínico há 25 anos, principalmente como importador, mas escolheu 2019 para novos voos. «Portugal está a viver um momento especial, era o local ideal para o nosso projeto», adianta. A seleção dos vinhos aqui disponíveis para prova ou compra, acrescenta, foi fácil. «Muito devido à experiência e às viagens que temos feito ao longo das últimas décadas, sempre ligadas ao vinho», diz o mesmo dono.

A nova garrafeira de Lisboa. (Fotografias: DR)

Das cerca de 900 referências, metade são nacionais.

Na Wines By Heart, para além de uma loja online onde se encomendam vinhos, também se podem provar 80 referências a copo e ao balcão, depois de um dia de trabalho ou durante a noite. E também aqui há preços para todos: dos seis aos 175 euros. Mas não só. Na nova casa da Rua Rosa Araújo, aberta há um mês, também existe zona de almoços e jantares, tanto no piso térreo, com mais luz natural e capacidade para 24 comensais, como no inferior, mais intimista, com 20 lugares.

A qualidade do produto alia-se a uma cozinha contemporânea, sem ser extravagante. Ou seja, sem esquecer o protagonista do projeto. «Queremos servir comida ao nível de um bom restaurante, mas a harmonização da mesma com o vinho é a parte mais importante», conta Guilherme. À frente da cozinha está Rodrigo Osório, um jovem chef brasileiro que já soma um currículo invejável, tendo trabalhado em restaurantes como o italiano Piazza Duomo, que acumula três estrelas Michelin. Por cá, ficou a conhecer melhor a cozinha portuguesa no Belcanto, de José Avillez, e no Prado, de António Galapito.

Para além de se comprar vinho e de o beber a copo, também se servem almoços e jantares no espaço.

A carta foi pensada da forma a acompanhar os vinhos que aqui se vendem.

Para casar com os vinhos, pensou em propostas como ostras do Sado; carapau fumado com keffir e compota caseira de cebola; taco de rojões com cebola rocha; sandes katsu tuna com kimchi e ovas de trufa; croquetas de chambão ou um obrigatório cheesecake com fava de baunilha.

 

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