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Má Língua: o bar que faz um elogio e um brinde às artes

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Exposições de quadros nas paredes, performances de poesia, projeção de vídeos, iniciativas ligadas à literatura, ateliês de pintura, música ao vivo, DJ sets e jam sessions onde o improviso marca o compasso. A expressão artística está vincada no Má Língua, e esse efeito diferenciador tem tornado este espaço num dos bares de primazia no bairro da Graça.

Vítor Augusto vai mais longe, no balanço positivo que faz do primeiro ano, agora assinalado. «O Má Língua está a deixar de ser da Graça e está a passar a ser de Lisboa, o que é sempre um bom sinal de aceitação», frisa o dono, formado em antropologia. O bar está dividido em dois pisos, um superior onde entra luz natural e um inferior que é uma espécie de sala ou cave, mas o ambiente descontraído e intimista é transversal a ambos. A própria decoração rústica, na maioria vinda de lojas de segunda-mão ou da vizinha Feira da Ladra, contribuem para isso.

Uma receita que tem recebido «bom feedback de quem visita» o bar, e que é temperada com petiscos e refeições quentes, assentes numa linha saudável e com várias opções vegetarianas, veganas e sem glúten. O hummus de tremoço com coentros, a burrata com tomatada caseira ou o ceviche de peixe do dia (que vem da Peixaria Centenária, na Praça das Flores) são os cabeças-de-cartaz. A oferta é variada, assim como o preço, com petiscos de euro e meio aos 10, e inclui também tibornas, tábuas de queijos e enchidos, saladas e tostas em bolo lêvedo que não se ficam atrás.

Para a festa ficar completa, juntam-se mais de uma dúzia de vinhos, de várias regiões e de pequenos produtores, com disponibilidades a copo a partir dos 2,50 euros. Ou cocktails como o Capitain Overseas, que mistura gin, ginger ale e «algumas surpresas», ri-se Vítor. O nome é uma referência ao protagonista do filme Ópera do malandro, de 1985, escrito por Chico Buarque. «Senta à mesa do café, bebe um gole de cachaça, acha graça e dá no pé», canta Buarque na banda sonora.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.

 

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