White Berry Lady
Bebida cremosa e leve
Este cocktail é uma novidade na carta do Vogue Café do Porto, onde encontra também novas sugestões de comidas.
Criado pela equipa de bar do Vogue Café gerida por José Luís para a nova carta de verão, este elegante cocktail junta fruta da época e um ousado shrub de balsâmico. Caiu em desuso mas está a ser recuperado pelo mundo da coquetelaria: é o shrub, uma bebida à base de vinagre “que ainda não é muito consensual por aí”, explica José Luís, manager do bar do Vogue Café, que reabriu no início do verão. Para este White Berry Lady, o shrub é feito à base de vinagre balsâmico, misturado com frutos vermelhos. “A nossa ideia era fazer um cocktail mais complexo usando esta técnica que já tem mais de um século e meio”, conta. Mas a complexidade não se fica por aqui. O cocktail leva ainda rum infusionado com morangos e espuma de gengibre, o que lhe dá “um toque delicado e aveludado ao beber”. Para o tornar ainda mais elegante, é finalizado com flores comestíveis e servido numa taça “coupe” branca, para remeter para a claridade dos dias de verão. Mesmo com tantos pormenores, José Luís garante que o resultado final é um cocktail fresco e leve, a condizer com a época. LM
Para comer
O Vogue Café tem também disponível uma nova carta de comidas, onde se destacam o arroz caldoso de lingueirão, coentros e brandy e o lombo de vitela grelhado com batata salteada com paprika fumada e espinafres.
Blossom
Um jardim estival
Depois de vários meses fechados, o Royal Cocktail Club reabriu portas em agosto e tem novos cocktails para o verão.
Os jardins de verão foram a inspiração para este novo cocktail Blossom (florescer, em português) que integra a carta de reabertura do Royal Cocktail Club. “Começámos por ir buscar o gin, que é uma bebida sempre muito requisitada nesta época do ano”, conta Nelson de Matos, bartender responsável pelo bar da baixa portuense. O gin aqui utilizado é o Citadelle Jardin d’Éte, com notas cítricas e florais. A ele se juntam o melão cantaloupe “muito característico do verão com notas de mel fantásticas”, diz. E para complementar foi acrescentada uma soda de hortelã ribeirinha, feita na casa, “super fresca e aromática”. A bebida tem gás e a carbonatação é feita durante o processo de produção do cocktail. “Usamos uns shakers especiais que fazem a carbonatação da bebida”, conta Nelson. É um autêntico verão no copo. LM
Blossom, no Royal Cocktail Club. (Pedro Correia/Global Imagens)
Mosca Mula
Brincar aos clássicos
Numa reinterpretação mais leve, o cocktail Mosca Mula pisca o olho ao Moscow Mule e é ideal para fãs de cerveja e gengibre. Para acompanhar com o frango assado do Vira.
Batizado com um toque de boa-disposição, este é um dos cocktails de autor do Vira Frangos, a casa de frango assado, servido já desossado, que acaba de abrir uma terceira morada em Algés, depois de Campo de Ourique e Saldanha. Este Mosca Mula é uma reinterpretação de um dos grandes clássicos da mixologia mundial, o Moscow Mule, numa versão mais leve mas igualmente fresca. Aqui não entra a vodka, mas cabem os restantes sabores: a cerveja, o sumo de lima, a hortelã e o ginger ale, que lhe dá o toque obrigatório de gengibre. Em qualquer uma das moradas, o cocktail é servido num copo de metal, que mantém a frescura até ao final da bebida, um detalhe importante nos dias de calor que se fazem sentir. Quem preferir algo mais tropical, por exemplo, pode optar antes pela Viracujá, a sangria ao copo de vinho branco, sumo de lima e de maracujá. Qualquer um liga bem com um bom frango no churrasco. NC
JC Mint
Uma mistura musical
Beber um cocktail numa esplanada à sombra, numa sossegada rua do bairro da Lapa, é música para os ouvidos de muitos.
Este JC Mint é uma das criações de Ludgero Vieira, o responsável de bar do Drogaria, o restaurante que abriu há dois anos focado na cozinha portuguesa, a meio caminho entre a tradicional e a contemporânea. O JC Mint vem de uma homenagem ao nome da rua onde está situado, a Joaquim Casimiro. “Foi um compositor e está alinhado com a nossa paixão pela música”, conta o bartender, que aqui junta vodka, frutos vermelhos, stevia, menta, água tónica e sumo de arandos, os mesmos que servem de decoração elegante no topo do copo. Também está disponível numa versão sem álcool e pode ser acompanhado com petiscos como as gyozas de cozido à portuguesa, o carapau alimado ou a bruschetta de sardinha braseada, pelas mãos do chef Daniel Sousa, que acaba de tomar o comando da cozinha, depois de já ter passado por casas Michelin como Villa Joya, Fortaleza do Guincho e Pedro Lemos. NC