INFUSÃO DE LÚCIA-LIMA E ESPECIARIAS
Ingredientes
lúcia-lima
pau de canela
estrela de anis
bagas de cravinho
galho de alecrim fresco
Preparação
Ferver a lúcia-lima em água. Deixar levantar fervura e desligar. Deixar repousar um pouco. Adoçar a gosto. Ao servir, adicionar um pequeno galho de alecrim fresco.
Virgínia é formada em design de moda e essa aprendizagem reflete-se nos bonitos bolos que faz. Os cerca de 15 anos em que trabalhou na área da moda ajudam e influenciam as criações, reconhece a doceira de 58 anos, apontando algumas semelhanças entre as duas artes, como “a sensibilidade ao belo, o prazer e o conforto que nos dão”.
As ideias para os doces surgem da comunicação com o cliente, com a qual cria “um painel de ambiente”, e daí resultam as ideias para os bolos de estética delicada, conjugada com tons suaves e, por vezes, com intrincados pormenores, como as rosas de chocolate.
O mais curioso no percurso de Virgínia é que, apesar de ter pensado em formar-se em hotelaria, nunca o chegou a fazer, tendo aprendido o que sabe lendo livros e fazendo experiências na cozinha, muito movida pelo desejo de trabalhar por conta própria. Vontade que sempre teve e que se começou a materializar fazendo sobremesas para o restaurante de uma amiga, e conseguindo “uma boa carteira de clientes”.
O negócio foi crescendo, ao mesmo tempo que Virgínia se foi afastando da moda, até que acabou por a deixar. Quando o volume de trabalho justificou, abriu uma loja com o seu nome na Rua de Ceuta, um espaço que a deu a conhecer à cidade. Funcionou durante quase uma década, mas há três anos decidiu fechar portas. “Não senti necessidade de continuar com o espaço físico porque a minha carteira de clientes praticamente só ia lá buscar os bolos”, explica. “Vim para casa que é onde eu gosto de estar, e se os bolos são caseiros faz todo o sentido”, esclarece entre risos.

Uma das sugestões para este Natal. (Fotografia: Pedro Correia/Global Imagens)
Para este Natal, já tem sugestões: bolo com motivos natalícios, tronco de Natal, tarte de limão com groselhas, sonhos e pudim (abade de Priscos ou francês), sendo que estes dois, a par de bolo-rei, clementinas, ananás e queijo da Serra, não dispensa na sua mesa.
Durante a infância, a quadra natalícia era passada, “com muitos primos,” em Vila Nova de Famalicão, terra a que associa, sobretudo, a “casa da avó, a casa das tias e a Igreja”. O Natal era “simples”, e dele guarda boas memórias como o momento do brinde do bolo-rei. Era “um momento mágico, meio aparvalhado”, brinca. Na ceia não faltava o tradicional bacalhau, legumes e batatas cozidas.
DICA PARA UM BOM PUDIM
Virgínia sugere cozer o pudim no forno, em banho-maria, em vez de no fogão, para que não entre água, coberto com papel de alumínio para evitar que a parte de cima fique muito dura.
