Seja por motivos médicos, dietéticos, de gosto pessoal ou simplesmente abstinência, são cada vez mais as pessoas que procuram evitar, reduzir ou pôr termo ao consumo de álcool, a avaliar pelo retorno que o empresário Jeremias Loock tem obtido desde que abriu, online, a The Other Bottle. Agora com um espaço na mezzanine do restaurante Well Well, e em breve com uma loja própria no piso térreo do mesmo edifício, perto da Praça das Flores, no Príncipe Real, Jeremias reforça a presença no mercado nacional das bebidas, numa lógica complementar às alcoólicas.
“Não há como negar, somos seres sociais, cultivamos relações e o consumo de álcool faz parte dessa socialização profundamente enraizada na nossa cultura. [Mas] escolher não beber álcool não significa ficar limitado a água ou refrigerantes”, afirma ele, aludindo à inclusividade da ideia por trás da marca. Dispondo de cerca de 90 referências de produtos, o catálogo abrange desde vinhos e derivados, a kombuchas (fermentado de chá), espirituosas, gin, aperitivos (como spritz e vermute), uísque, rum, cerveja, sidras, sodas e tónicas todas artesanais e isentas de ressaca.
- Jeremias Loock é o fundador da garrafeira. (Fotografia de (Rita Chantre)
- (Fotografia de (Rita Chantre)
Nas três marcas com origem nacional constam os vinhos 0%riginal da José Maria da Fonseca, sodas Perfect Pecks e kombuchas Kombu Viva. Já a marca alemã de vinhos premium Kolonne Null ajuda a explicar a entrada do empresário no mercado das bebidas não alcoólicas, uma vez que foram os fundadores, seus amigos, que o convidaram para montar a empresa. “É claro que para escolher bons vinhos sem álcool é preciso primeiro beber muito bom vinho”, assevera ele, entre risos. Antes, dedicava-se aos setores da inovação, smart cities e da produção de cinema.
Produzir um vinho desalcoolizado em nada difere dos vinhos normais: apenas é “destilado em casa em Portugal e Espanha e da venda in loco, a The Other Bottle trabalha com restaurantes de alta gastronomia como o Alma, Encanto, Fifty Seconds, Euskalduna Studio, bares e cadeias hoteleiras, e dá consultoria e formação a profissionais, com foco em cocktails e harmonizações não alcoólicos. Quem é abstémico não deve ser privado das bebidas “complexas e saborosas”.
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