São quase mais dois quilómetros de passeio marítimo que, somados aos 3850 metros anteriormente existentes entre Oeiras e Paço de Arcos, permitem caminhadas, corridas, ou passeios de bicicleta dignos de atletas. Ou não, pois passear relaxadamente e parar, de quando em quando, num dos bancos mesmo junto à praia para apreciar o ondular de um rio que se quer fazer mar, também vale a pena num destes dias de primavera.
Até porque este novo troço – cujo custo ascendeu a dois milhões e meio de euros – é bastante tranquilo e tem características diferentes dos anteriores, já que conta com uma largura mínima de 7,5 metros, sendo 2,5 destinados à ciclovia e os restantes cinco à circulação pedonal.
Aliás, a criação de uma ciclovia neste trecho também veio ligar a zona da Cruz Quebrada/Estádio Nacional ao Passeio Marítimo de Algés (onde já existe uma via para bicicletas com perto de um quilómetro de extensão), e deverá ter continuidade, prolongando o Passeio Marítimo entre Paço de Arcos e Caxias, numa extensão ainda em estudo para não interferir de forma alguma com o areal.
Uma boa forma de dar início ao passeio é a partir de Algés, passando por baixo do viaduto. De um lado está o Tejo, com uma ondulação suave onde boiam aves marinhas; do outro lado da linha do comboio vários edifícios apalaçados a ser intervencionados e que merecem atenção, tal como o Aquário Vasco da Gama, a visitar antes de passar para junto da praia.
À medida que se avança no passadiço, a proximidade com a praia é cada vez maior. Até os canaviais parecem querer proteger quem percorre o Passeio do ruído do comboio que passa de quando em quando. Há quem corra ou ande de bicicleta. Já quem opta pela caminhada não pode deixar de admirar o Farol do Bugio, plantado no meio do Atlântico.
Outrora Forte de São Lourenço do Bugio, serviu como arma de defesa, prisão e lugar de fé, do qual resta uma pequena capela. Hoje é apenas um farol, ainda ativo, que faz parte da paisagem do início até ao final do périplo que desemboca em Caxias, junto a outro Forte, o de São Bruno. Este não está aberto ao público mas se se percorrer as muralhas remata-se o passeio a espreitar por autênticas janelas sobre o mar.
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