Um bom calçado, água, um pequeno lanche e muita vontade de caminhar e apreciar belezas bastam para o passeio a pé entre a foz do rio Âncora e a do Minho. A começar de manhã, pode demorar o dia todo. É que o caminho é tão diverso, que a tentação de parar várias vezes é grande. A proposta é estacionar no parque junto ao Campo de Futebol de Âncora, caso a caminhada se inicie no extremo sul, ou junto à Estrada Nacional 13, na zona do Hotel Porta do Sol, se começar a norte. Onde o Âncora desemboca no mar, nas dunas dos Caldeirões, inicia-se o percurso pelo Passeio Francisco Sampaio – um troço de ecovia em passadiço, que inclui uma ponte (pedonal e ciclável) em curva, sobre o rio. Logo ali, a água límpida que serpenteia entre campos verdes e corre sob a pequena travessia e a linha do comboio, pode-se mergulhar ao sol. Depois é seguir caminho, respirando a brisa marítima, ouvindo o burburinho das águas e olhando pássaros e borboletas, por um caminho de madeira, sobre estacas, (quase) até à entrada d Vila Praia de Âncora.
Daí, atravessa-se a vila, sempre junto à praia, passando o Portinho de pesca e a ecopista do Caminho das Camboas. Pelo caminho, dois bancos em forma de barco, convidam a uma pausa, antes de entrar por noutro registo. Da Capela de Santo Isidoro até Moledo, o caminho faz-se quase como em peregrinação apenas com o mar por companhia. Segue-se o Pinhal do Camarido. Um troço através de um túnel verde formado por árvores seculares, onde se respira ar puro, e que desemboca na praia da Foz do Minho. Dali um passadiço de madeira ao longo do rio, por cima das águas e dos barcos dos pescadores da terra, leva-nos, até onde começa a vila de Caminha.
