Uma placa de madeira enterrada na areia, junto ao forte da Ínsua, avisa: “Não tire nada além de fotos, não deixe nada além de pegadas e não leve nada além de saudade”. O que ali está escrito resume o espírito de uma ida à Ínsua, a ilha que se avista em frente a Moledo, no primeiro troço de mar à saída da foz do rio Minho. É um percurso de cerca de 15 minutos que não se esquece. “Esta viagem tem muitos encantos. A sensação do contacto com a água, de passar do rio para o mar e de chegar a um Forte numa ilha, é quase uma aventura de crianças”, diz Manuel Emídeo, responsável do Posto Náutico, que faz o transporte para a pequena ilha (quase) deserta.
- (Fotografia de Rui Manuel Fonseca/GI)
- (Fotografia de Rui Manuel Fonseca/GI)
José Luís Purificação comanda, experiente, a embarcação sobre as águas azuis conforme a cor do céu, mas nem sempre tranquilas. “Às vezes parece um lago, outras vezes tem mesmo muita ondulação”, avisa. Chegar à ilha e desembarcar na areia branca, atapetada com milhares de cascas de mexilhão que estalam debaixo dos pés, causa um sentimento de alegria infantil. O imponente Forte da Ínsua está fechado (a cadeado), mas se a maré estiver baixa, pode ser contornado, permitido uma volta completa à ilha. Troncos velhos espalhados pelo areal, lembram filmes de náufragos e quase apetece tentar acender uma fogueira, de modo primitivo, esfregando paus e pedras. E ficar por ali a ouvir o mar e as gaivotas, até à volta.
Posto Náutico Ínsua
Foz do Minho, Caminha
Tel.: 962198268. Viagem (ida e volta): 7,5 euros
