Cinco sítios obrigatórios para conhecer a marginal de Gondomar

5 sítios obrigatórios para conhecer a marginal de Gondomar
A marginal de Gondomar é «todo um miradouro». (Fotografia de André Rolo/GI)
A marginal de Gondomar entre Ribeira de Abade e Gramido é todo um miradouro, animado por esplanadas e outros equipamentos de lazer. Em escassos quilómetros cabem diferentes tipos de arte, da pintura à cozinha – sem perder de vista o rio.

A EN 108 corre ali ao lado, mas esta rota é para fazer a pé ou de bicicleta, rente ao Douro, pelo menos entre Ribeira de Abade e Gramido, porque antes de nos chegarmos mesmo ao rio vale a pena parar no Freixo, ainda no Porto, para apreciar um jardim romântico recheado de camélias. A Quinta de Villar d’Allen é uma alegria para os olhos, a estabelecer o tom deste passeio de belas vistas – e boas descobertas – pela marginal de Gondomar, ao longo de aproximadamente três quilómetros. O percurso junto à água é todo um miradouro, pontuado por esplanadas e outros equipamentos de lazer e prática desportiva, bem aproveitados por quem ali vai correr, andar de bicicleta ou apenas desacelerar. Também há espaço para a cultura e a boa mesa, como provam o Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende, com obras do artista, e a Casa Lindo, restaurante familiar que o próprio frequentava. A distância não é problema, pois não faltam pontos de interesse e de repouso pelo caminho, e desta paisagem ninguém se cansa.

 

01. Quinta de Villar d’Allen

Para lá do portão da Quinta de Villar d’Allen (à saída do Porto), há um jardim romântico que parece resistir ao tempo, com deliciosos recantos, árvores monumentais e uma enorme variedade de camélias, cuja beleza exótica vai apresentando mutações. Fica no Freixo, às portas de Gondomar, esta quinta adquirida, em 1839, pelo negociante João Allen, e reformada pelo filho Alfredo Allen, que foi botânico e vereador dos Jardins na Câmara do Porto. A casa, habitada pelo casal José Alberto e Isaura Allen, é também um exemplo de arquitetura romântica e uma espécie de museu: guarda desde balas de canhão até à pena usada para assinar a primeira Constituição portuguesa.

(Fotografia de André Rolo/GI)

 

02. Cantinho da Helena Aromáticas

É neste cantinho na marginal de Gondomar, junto ao Jardim das Aromáticas, que Helena Castro serve queques e húngaros feitos por si, e ainda tábuas de queijos e enchidos, tostas, cachorros, crepes, churros, generosas taças de gelado e o mais que lhe peçam. A lista de bebidas inclui desde sumos e batidos de fruta até sangrias e cocktails. A esplanada, debruçada sobre o rio, é especialmente agradável num dia ameno de primavera. Mas a responsável pela casa assegura: «Isto, mesmo no inverno, é muito bonito».

(Fotografia de André Rolo/GI)

 

03. Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende

Este espaço dedicado à preservação e divulgação do acervo de Júlio Resende acolheexposições, mas também, conferências e outras atividades, ao longo de todo ano – que ali começa no dia 23 de outubro, data de aniversário do mestre. «Júlio Resende – Portas da percepção» é a exposição que ocupa agora a sala principal. «Tem uma componente pedagógica, porque mostra as diferentes técnicas que o mestre desenvolveu», conta o presidente da Fundação, Eugénio Henrique, lembrando que Resende não se cingiu à pintura – também fez cerâmica, fresco, escultura e mais. Ao fundo do jardim fica a casa-ateliê do artista, projetada, em 1962, pelo arquiteto e amigo J. Carlos Loureiro, e visitável por marcação.

(Fotografia de André Rolo/GI)

 

04. Clube Naval Infante D. Henrique

O Clube Naval Infante D. Henrique, fundado em 1925, é dedicado ao remo, uma modalidade que permite a todos desfrutar do rio Douro. O clube está direcionado sobretudo para a competição, mas também tem uma vertente de iniciação, para menores dos 9 aos 17 anos, e outra de lazer, destinada a maiores de 18 anos e sem limite de idade. Antes de ir para a água, é preciso tornar-se sócio e fazer a inscrição, que implica o pagamento de algumas despesas anuais, como o seguro e o exame médico desportivo. No lazer, a mensalidade é de 25 euros. Há um primeiro treino experimental nas manhãs de sábado ou domingo (secretaria: 224831194).

(Fotografia de André Rolo/GI)

 

05. Casa Lindo

Gracinda Lima e Manuel Galeiras são os rostos da Casa Lindo, que garantem estar na família há três séculos e ter sido frequentada pelo escritor Camilo Castelo Branco no tempo dos avós dela. O restaurante é conhecido pela lampreia e pelo sável, disponíveis só de janeiro a abril, mas não faltam razões para ir ali o ano inteiro. Uma delas são os filetes de polvo, muito macios; outra é a esplanada com vista para o Douro e perfumada por glicínias. A casa teve como clientes outras figuras maiores das artes, como o cineasta Manoel de Oliveira e o mestre Júlio Resende. Este último escreveu no livro d’honra: «Isto não é só lindo… é lindo e é bom!». Encerra domingo à noite e terça. Preço
médio: 30 euros.

(Fotografia de André Rolo/GI)

 

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